Felipão revela que chorou dias seguidos após 7 a 1 e que não quer voltar ao Brasil

27/03/2017 às 08:31.

Treinador, que falou pela primeira vez do vexame diante da Alemanha em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, afirma que pretende voltar a disputar uma Copa, mas não pela seleção.

O vexame do 7 a 1 assombrou o ex-técnico da seleção Luiz Felipe Scolari, que chorou por vários dias após a derrota para a Alemanha na semifinal da Copa de 2014. A revelação foi feita por Felipão, que desde 2015 comanda o chinês Guangzhou Evergrande, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo publicada neste domingo (26). “Você chora um dia, chora outro, ou não chora e sente um pouco mais. Passei muitos dias triste. Agora, a vida continua”, disse na primeira entrevista em que fala da goleada para a Alemanha.

Felipão falou da depressão pós 7 a 1 ao confirmar a informação levantada pelo repórter da Folha de que o ex-presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, chefe da delegação brasileira em 2014, o flagrou chorando de soluçar na noite da derrota. “Foi uma derrota frustrante, que era para chorar até hoje”, aponta o técnico, que antes do tropeço de 2014, levou o Brasil ao penta em 2002. “Só levanta de novo quem caiu e tem qualidades para levantar. Foi o que fiz”, completou o treinador, que conquistou seis títulos desde que chegou à China.

(Foto: Stuart Franklin – FIFA/FIFA via Getty Images)

Apesar da tristeza, o gaúcho revela que não se arrepende da forma como conduziu a seleção no vexame do Mineirão. “Não faria nada diferente. Quando eu me comunicava com meus auxiliares, Murtosa, Parreira, e quando tínhamos a oportunidade de falar com pessoas que já jogaram futebol e que hoje são comentaristas, tivemos completo apoio de um, dois, três, sobre a forma de jogar. Depois, nenhum se manifestou”, critica o treinador.

O técnico pentacampeão admite não ter nenhuma mágoa do torcedor brasileiro, que, segundo ele mesmo, sempre o tratou com respeito após o 7 a 1. Mesmo assim, admite que não tem nenhuma intenção de voltar a comandar uma equipe do país e muito menos a seleção brasileira.

A intenção é continuar mais dois anos na China. O que não exclui a possibilidade de ele novamente comandar uma equipe em uma Copa – além do Brasil, foi treinador de Portugal no Mundial de 2006. “Quem sabe eu não vá para outra Copa?”, deixa no ar Felipão, que revela que pode treinar uma seleção asiática já no Mundial da Rússia de 2018 ou mesmo no do Catar em 2022.

Via: Gazeta Do Povo