Família Riqueza: festa de aniversário de Allana Brittes custou R$ 30 mil

12/11/2018 às 08:22. Comente esta notícia!

Depois de apreender a moto da família Brittes, uma Honda Cbr 1000Rr Repsol, de valor estimado em R$60 mil, a Polícia Civil de São José dos Pinhais confirmou, durante coletiva de imprensa na tarde da última sexta-feira (09), que o valor gasto pela família durante o aniversário de Allana – evento que precedeu a morte do jogador Daniel Corrêa de Freitas – chegou perto dos R$30 mil.

A festa, que aconteceu numa casa noturna localizada no bairro Batel, em Curitiba, contou com a reserva de dois camarotes e foi regada a muita vodka. Mais especificamente, 35 garrafas, segundo depoimento prestado pelo próprio Edison Brittes, chamado de “Juninho Riqueza” pelos amigos, à Polícia Civil, na última quinta-feira (08).

A Tribuna do Paraná fez os cálculos com base no cardápio do estabelecimento e concluiu que, apenas com bebidas, os Brittes podem ter gasto até R$13 mil, já que o valor da garrafa de vodka mais cara da casa é R$389. Não há confirmação a respeito da marca escolhida pela “Família Riqueza”, porém, mesmo se tivessem consumido a bebida de marca mais barata, ainda assim o valor da conta seria bastante alto: R$8.715 mil. Somados ao valor do aluguel do camarote (R$2 mil cada), os gastos totais da festa certamente ultrapassaram os R$20 mil.

Apreendida pela Polícia Civil na última sexta-feira (09), a moto modelo esportivo usada pelo empresário Edison Brittes Jr, assassino confesso do jogador Daniel Corrêa Freitas, estava na casa do empresário, mas na verdade pertenceria a um traficante, segundo o delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevisan.

Ostentada pela família, a moto era “famosa” nas mídias sociais de Edison e Cristiana. Os dois, inclusive, costumavam participar de encontros de motociclistas e, segundo a Polícia Civil, o fato do veículo estar registrado no nome de outra pessoa “suscita muitas dúvidas”. Por isso, agora, a polícia vai levantar mais informações da moto, como a origem exata e como ela foi adquirida. Conforme o andamento dessa averiguação, Trevisan pode abrir mais um inquérito contra Edison.

Sobre a moto, a defesa dos Brittes afirmou, na manhã deste sábado (10) à Tribuna do Paraná, que o simples fato de Edison possuir o veículo não configura nenhuma ilicitude. Mesmo reconhecendo o fato da moto estar registrada no nome de outra pessoa, os defensores do empresário enfatizaram que a compra e venda de bens, mercadorias e patrimônio não configura crime e que as relações interpessoais da família ultrapassam a abrangência da defesa, restrita apenas ao que toca a morte do jogador Daniel Corrêa de Freitas.

Via: Tribuna do Paraná