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Família precisa de ajuda para cuidar das gêmeas que perderam a mãe pós parto

03/04/2017 às 08:15.

“Ter uma menina era o sonho da Eidi, a gente tinha planejado uma, mas vieram duas”, diz, emocionado, o açougueiro Edson Correia da Silva, 45 anos. Casado há mais de vinte anos com Eidi Barbosa, 39, eles já eram pais de três meninos, mas ainda tinham vontade de aumentar a família, desta vez, se conseguissem, com uma menina. O desejo foi atendido: eles foram presenteados com duas filhas de uma só vez.

Mas logo após o nascimento das gêmeas, começou um grande drama para a família, que hoje tem que lidar com a alegria gerada pelo convívio com as crianças e também com a imensa dor provocada por uma perda irreparável: há pouco mais de duas semanas, no dia 15 de março, a mãe das bebês morreu, após passar mais de 45 dias internada na UTI de um hospital da capital, devido a complicações ocorridas no parto.

Foto: Reprodução/Tribuna

As meninas, que receberam os nomes de Yasmim e Milena, ambos escolhidos pela mãe, nasceram prematuras aos sete meses de gestação, no dia 25 de janeiro deste ano, de cirurgia cesariana, após a pressão arterial de Eidi subir demais.  “Durante a gravidez ela passou bem, a Eidi estava muito feliz e fez todo o pré-natal. Mas no final, sua pressão subiu muito, por isso fizeram a cesárea, aos sete meses. Os médicos deram um remédio para fortalecer os pulmões das meninas e elas nasceram bem, com pouco mais de 1,2 quilo cada uma”, conta Edson. Agora, elas pesam cerca de 2,4 quilos.

Segundo ele, depois do parto, as bebês ficaram no hospital e a mãe voltou para casa. “A Eidi veio para casa e um dia e meio depois, começou a passar mal. Ligaram no meu trabalho e me avisaram, eu voltei e levei ela para o hospital. Lá, ela foi direto para a UTI, onde ficou internada por 45 dias. Enquanto estava na UTI, ela perguntava das filhas, o tempo todo. Felizmente, os médicos deixaram conhecer as meninas, levamos as gêmeas lá. Muito fraca, ela acabou piorando e depois de ter duas paradas cardíacas, morreu. Eu acho que a Eidi não deveria nem ter tido alta”, diz o pai das crianças.

Fé e força pra prosseguir

Desde o falecimento de sua esposa, que aconteceu um dia antes da alta de Yasmim e Milena, que ficaram no hospital até que estivessem fortes o suficiente para ir para casa, Edson tem lutado para seguir em frente e para cuidar de sua família, mesmo que ainda, com muita tristeza e dificuldade. Além das gêmeas, também dependem dele os filhos mais velhos do casal: Wesley, 17; William, 16; e João Victor, 10.

“Tem horas que a gente fica alegre, mas ao mesmo tempo, ainda estamos tristes. Foi uma fatalidade, em pouco mais de um mês nossa vida mudou tanto. Nunca imaginei que isso poderia acontecer. Ainda está muito difícil, tenho que ir trabalhar e quando estou fora fico pensando nelas o tempo todo. E também tem os meninos, que sentem muito a falta da mãe. O mais novo, o João Victor, era grudado nela”, confessa Edson.

Apoio de todos os lados

Com a vinda do frio, família precisa de ajuda para reformar a casa. Foto: Giuliano Gomes

Com a vinda do frio, família precisa de ajuda para reformar a casa. Foto: Giuliano Gomes

E quem dado apoio à família são os parentes mais próximos, amigos e vizinhos, que ajudam nos cuidados com as crianças, que vão desde dar mamadeira, trocar fraldas, dar banho, fazer as meninas dormirem e dar os medicamentos que elas precisam tomar. Tudo isto, em tempo integral. A cada três horas, em média, elas mamam e tem suas fraldas trocadas. Quando os voluntários não podem, Edson tem que pagar para as “babás” cuidarem das meninas. E além das pessoas da comunidade, gente desconhecida, que se solidarizou com a história, também tem ajudado, arrecadando fraldas, leite e outros itens utilizados por Yasmim e Milena.

“A gente recebeu doação de fraldas, leite, roupas e um armário para a Yasmim e a Milena. Agora preciso ajeitar o quartinho onde eu e os três meninos dormimos. Eles precisam de um treliche, que deixaria o quarto mais confortável. Também tenho que arrumar o forro da cozinha. Daqui a pouco vem o inverno, e como está, o telhado não protege contra o frio. Meu sonho agora é cuidar bem delas e dos meninos, para dar um bom futuro para eles. Este era o sonho da mãe deles, que nós vamos realizar, com fé em Deus”, relata Edson.

Como ajudar?

Eidi adorava cuidar das crianças da comunidade. Agora, são suas filhas que contam com a solidariedade dos amigos e vizinhos. Foto: Giuliano Gomes

Eidi adorava cuidar das crianças da comunidade. Agora, são suas filhas que contam com a solidariedade dos amigos e vizinhos. Foto: Giuliano Gomes

A família precisa da doações de itens que podem trazer mais conforto à casa de cinco cômodos, onde vivem no bairro Fazendinha:

– treliche para o quarto dos meninos
– forro de madeira ou PVC para a cozinha
– armário para a cozinha
– cestas básicas
– fraldas tamanho M
– leite em pó
– produtos de higiene
-artigos infantis

Doações bancárias

Edson Correia da Silva
Banco: Bradesco
Agência: 3131
Conta-poupança: 0 002 755-3
CPF: 038.509.699-24
Contato: (41) 99958-6363

Via: Tribuna do Paraná