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Explodiu! Conheça a banda italiana Måneskin!

07/07/2021 às 10:50.

É, o rock voltou às paradas. “Good 4 you” levou as guitarras de volta ao topo, com um pop punk gritado por uma diva revelada na Disney. Agora, Olivia Rodrigo perdeu o primeiro lugar no top 50 global do Spotify para uma banda de rock italiana, a Måneskin.

Se você é fã do Måneskin, a “nova” banda mais ouvida e falada de 2021, deve ser por algum destes três motivos:

  1. É um quarteto cheio de estilo, que ajuda a renovar o rock;
  2. Tem repertório bem dividido entre covers e músicas próprias;
  3. É cercado de polêmicas, mas o rock clássico e bem cantado vai além.

Ethan Torchio, Damiano David, Victoria De Angelis e Thomas Raggi formam a banda italiana Måneskin — Foto: Divulgação
Ethan Torchio, Damiano David, Victoria De Angelis e Thomas Raggi formam a banda italiana Måneskin — Foto: Divulgação

O “nova” da primeira frase deste texto está entre aspas, porque o Måneskin não é tão recente assim. Ele foi formado em 2015, em Roma, capital da Itália.

Desde então, o vocalista Damiano David, a baixista Victoria De Angelis, o guitarrista Thomas Raggi e o baterista Ethan Torchio já lançaram dois álbuns e um EP.

Mas a boa performance nas paradas mundiais só veio nos últimos meses. No fim de junho, eles levaram duas músicas ao top 20 geral do Spotify.

Nesta segunda-feira (5), “Beggin'” alcançou o topo, feito inédito para um artista italiano. A banda é da Itália, mas a versão original é americana. “Beggin” foi gravada pela primeira vez em 1967, pelo The Four Seasons, nome forte do rock da época.

Não foi a única a ganhar cover deles: os quatro já fizeram uma versão de “Somebody told me”, do Killers; e até uma de “Let’s Get It Started”, do Black Eyed Peas.

As duas covers viraram rocks de voz rasgada e riffs simples, dobradinha que domina a discografia do Måneskin.

Banda Maneskin, da Itália, vence o Eurovision 2021, organizado neste sábado (22) em Roterdã (Holanda) — Foto: Peter Dejong/AP Photo
Banda Maneskin, da Itália, vence o Eurovision 2021, organizado neste sábado (22) em Roterdã (Holanda) — Foto: Peter Dejong/AP Photo

É fascinante que um som tão clássico venha de músicos tão jovens. Damiano tem 22 anos, nasceu em 8 de janeiro, assim como Elvis Presley e David Bowie.

Os outros são ainda mais novinhos: Victoria, 21; Thomas, 20; e Ethan, também 20. Victoria já disse que o som do grupo é feito com “paixão e diversão”. Ela completou afirmando que a ideia é fazer “algo que nos permita desabafar”.

Os desabafos do Måneskin estão em rocks sobre caminhar sem rumo pela noite italiana fumando e descrevendo o que vê em um caderninho (como no maior hit deles, “Zitti e buoni”).

Há também menos boemia e mais amor, como nas baladas versando sobre paixões melancólicas por “Coraline” e por Marlena (“Torna a casa”).

Há também outros temas como ansiedade de ter 20 anos na pandemia (“Vent’anni”) ou ser várias pessoas em uma (“I wanna be your slave”), dando ideia da diversidade que a banda pretende representar.

Essa ideia está nas letras, mas também apareceu no palco. No final de junho, o vocalista e o guitarrista se beijaram no palco, durante uma transmissão na TV pública polonesa. Não foi por acaso. A Polônia vive uma onda de protestos pelos direitos LGBTs no país.

“Achamos que todos deveriam ter permissão de fazer sem nenhum medo. Pensamos que todos devem ser completamente livres para ser o que quiserem. Obrigado, Polônia. O amor não é nunca errado”, disse Damiano.

Banda italiana, nome dinamarquês

A banda italiana Måneskin — Foto: Divulgação
A banda italiana Måneskin — Foto: Divulgação

Måneskin quer dizer “luar” em dinamarquês. A escolha de uma palavra neste idioma é explicada pelo fato de a mãe de Victoria ser da Dinamarca.

Ela, Damiano e Thomas se conheceram na escola. Formaram uma banda cover, mas precisavam de um baterista. Acharam Ethan em um grupo do Facebook.

Logo depois, foram parar no palco do “X Factor”, na versão italiana do reality show de calouros. Ficaram com o segundo lugar, em 2017, e isso rendeu um contrato com a Sony Music local.

“Zitti e buoni” não foi a mais votada entre os jurados do Eurovision, em Roterdã, na Holanda. Eles levaram o troféu por serem os favoritos do público.

Ganharam, mas com uma polêmica. O vocalista teve que fazer um teste de drogas provando que não havia usado substâncias ilegais no evento.

Nas redes sociais, espectadores afirmaram que ele tinha cheirado cocaína, enquanto esperava o anúncio do vencedor. Ele negou. Disse estar limpando um copo quebrado debaixo da mesa.

Fonte: G1