Estudo mostra nova técnica para fazer bebês pegarem no sono mais fácil

08/06/2018 às 11:08. Comente esta notícia!

Fazer bebês dormirem pode ser uma tarefa difícil. Tanto que os estudos mostram que até 67% das crianças entre 18 meses e 4 anos de idade demoram mais do que 30 minutos para pegar no sono, período que pode se prolongar para uma hora ou mais, sem contar as acordadas no meio da noite e os ataques de birra antes de ir para a cama.

É uma fase de adaptação e, justamente por isso, é preciso paciência. Mas, como pode ser difícil reverter o quadro, alguns pais, ao não encontrarem outros recursos, podem recorrer a medicamentos ou punições físicas e comportamentais. Pois um estudo australiano, publicado recentemente no periódico Sleep Medicine, acaba de mostrar um novo caminho para melhorar o sono dos pequenos.

Foto: Ziggy_mars/Thinkstock/Getty Images

O método, chamado de bedtime fading, consiste em adiar um pouco o horário de deitar para que a criança chegue na cama já bem sonolenta. A ideia é que, ao aumentar o tempo acordado e restringir um pouco a oportunidade de dormir, o sono venha mais fácil e o relógio biológico entre nos eixos.

Para testá-lo, os pesquisadores acompanharam durante dois anos 21 crianças com idades entre 1,5 e 4 anos e seus pais, que receberam instruções sobre os mecanismos do sono e instruções para aplicar a técnica em casa.

Depois de duas sessões de treinamento ao vivo e duas semanas de exercício em casa, melhoras imediatas foram observadas no descanso dos pequenos. Por exemplo, o tempo para pegar no sono, que ficava entre 23 e 11 minutos, caiu para uma faixa de 13 e 7 minutos. Já os episódios de birra semanais caíram de até 3 para menos de 1. Os benefícios se mantiveram por até dois anos depois do treino, período acompanhado pelos especialistas.

“Os pais frequentemente chegam no seu limite quando procuram profissionais para resolver distúrbios de sono, mas as soluções comportamentais tendem a ser mais eficazes do que ajuda médica”, comentou Michael Gradisar, psicólogo da Universidade de Flinders e autor principal do trabalho, em comunicado à imprensa.