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Estudo aponta que nova síndrome inflamatória infantil é causada pelo coronavírus

10/06/2020 às 08:22.

 

Febre persistente é um dos sintomas da nova síndrome associada ao coronavírus (Foto: Foto de Gustavo Fring/ Pexels)

 

Em abril deste ano, pesquisadores do Reino Unido e outros países europeus relataram casos de uma nova síndrome inflamatória em crianças, semelhante à doença de Kawasaki – uma síndrome rara conhecida por afetar crianças pequenas. Nesta segunda-feira (8), um estudo publicado no Journal of the American Medical Association reafirmou a associação entre esses sintomas e uma nova síndrome, que é causada pelo coronavírus.

O estudo, liderado por pesquisadores do Imperial College Academic Health Science Center (AHSC), envolveu médicos e parceiros acadêmicos em hospitais de toda a Inglaterra, incluindo o Great Ormond Street Hospital (GOSH) e o Evelina London Children’s Hospital, bem como o Centro de Pesquisa de Doenças de Kawasaki no Universidade da Califórnia em San Diego.

A nova doença, chamada Síndrome Multissistêmica Inflamatória Infantil, foi estudada em 58 crianças internadas em oito hospitais da Inglaterra. Dessas, 45 tinham evidências de infecção atual ou passada pela Covid-19.

De acordo com o artigo, a maioria das crianças com sinais de infecção também tinha anticorpos para o vírus, o que sugere que a síndrome ocorre após a Covid-19 – provavelmente devido a uma reação exagerada do sistema imunológico.

Assim como na doença de Kawasaki, a síndrome tem sintomas que incluem alta temperatura, erupções cutâneas e inchaço. A nova inflamação, porém, inclui relatos de dores abdominais e diarreia com mais frequência, além de febre persistente.

O estudo aponta ainda que a nova síndrome parece afetar mais as crianças mais velhas, com uma idade média de nove anos. A doença de Kawasaki é observada principalmente em crianças menores, com uma idade média de quatro anos.

Ainda sobre a nova síndrome, pesquisadores reportam que ela parece afetar proporcionalmente mais pessoas negras e asiáticas. Embora alguns pacientes com a nova síndrome tenham necessitado de tratamento intensivo, a maioria respondeu rapidamente ao tratamento e recebeu alta, sem complicações.

Via: Revista Crescer