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Escolas particulares de Curitiba revelam dados para mostrar que não são vetores da covid-19

19/03/2021 às 08:06.

Foto: Reprodução.

Um grupo de escolas particulares de Curitiba resolveu fazer um levantamento com dados sobre infecções por covid-19 entre funcionários e professores de suas instituições para demonstrar que as escolas não são vetores da doença. Ao todo, 20 escolas infantis, que somadas têm mais de 5,1 mil alunos, participaram da pesquisa.

Cada uma das escolas enviou na manhã desta quinta-feira (18) um documento com os dados à Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba. Dados coletados entre janeiro e fevereiro de 2021, durante o período de colônia de férias e aulas presenciais curriculares, revelam que 14 casos de covonavírus em estudantes foram registrados, o que corresponde a 0,28% do total.

Segundo o levantamento, os casos de covid-19 entre estudantes aconteceram no núcleo familiar (com caso positivo entre os pais inicialmente). As crianças já não estavam frequentando as aulas presenciais no momento. Da mesma forma, entre os colaboradores das escolas, o número de casos foi de 17 profissionais. Eles já estavam afastados por conta de suspeita de casos no núcleo familiar.

“O protocolo estabelece que, em casos suspeitos da doença, estudantes ou colaboradores das escolas se afastem do ambiente escolar até a confirmação ou não, realizada por testes”, explica Esther Cristina Pereira, diretora da Escola Atuação, uma das participantes do movimento das escolas. “O que estamos pedindo nesse momento é que possamos atender as crianças menores, até os 7 anos de idade, que não têm como ficar em casa sozinhas por conta do trabalho dos pais”, frisa.

Ajuda a pais que trabalham em serviços essenciais

Ana Baroni, diretora da Escola Criativitá, que também integra o grupo, conta que a instituição atende 120 alunos, sendo que 90 deles são filhos de profissionais da saúde. “Estamos localizados em uma área com muitos hospitais no entorno, então temos um grande número de estudantes filhos de médicos, enfermeiros, anestesistas e demais profissionais da saúde”, aponta. “Desde quando fomos permitidos a reabrir, em novembro, estávamos funcionando na capacidade máxima permitida, pois esses pais precisam de nós”, conta.

Ainda segundo Ana, para garantir o funcionamento nos protocolos estabelecidos pelas autoridades de saúde, foram feitas diversas modificações físicas na escola, que representam um investimento da ordem de R$ 50 mil. “Além das mudanças na infraestrutura, ainda aumentamos o nosso quadro de colaboradores em 40% para poder dividir as turmas”, explica.

As escolas participantes do levantamento de dados são:

Caminho Para o Futuro;

Primeira Opção;

Ursinho Pimpão;

CEI Porto Seguro;

Escola Faz de Conta;

Cantinho Feliz;

Criança em Foco;

Escola Lumen;

Escola Trilhas;

CEI Flor Criança;

Little Kids;

Little Baby;

Espaço de Criança;

Escola Criativitá;

Recanto Infantil;

Tistu Escola;

Colégio Everest Internacional;

Peixinho Dourado;

Centro Educacional Cristão de Curitiba;

Escola Atuação.

Via: Tribuna Do Paraná