Wi-Fight | Doutor 98

02/03/2017 às 10:15.

A história de hoje é sobre um atendimento curioso do SAMU, realizado em um conhecido restaurante da capital. Em poucas palavras, um dos clientes teve um colapso nervoso após sair na porrada com um dos garçons. Não, seu pedido não estava atrasado, não havia moscas em seu prato, tampouco sua comida estava fria.  O motivo do chilique?

Simples, seu celular não conseguia acessar o sinal de Wi-Fi do restaurante.

Se assustou aí? Pois é, eu também. A cada dia, os médicos têm percebido um aumento dos casos de dependência digital, principalmente os relacionados com celulares.

Segundo dados da ONU, em 2015 o número de celulares atingiu a modesta casa dos sete bilhões de aparelhos. Sim, é tão somente a mesma quantidade de pessoas no planeta.

Sociólogos, psicólogos, filósofos, historiadores… ninguém sabe ao certo a real repercussão, a longo prazo, de tanta tecnologia em nossa vida e saúde.

Dentro da medicina, a encrenca até já ganhou um nome: nomofobia, do inglês nomophobia (no mobile phobia), transtorno caracterizado pelo medo exagerado de ficar sem celular.

Basta a ausência de um simples carregador de bateria e pronto. Lá vai o nomofóbico apresentar sinais de abstinência, como ansiedade, palpitação, falta de ar ou dor de estômago.

Muitos sequer percebem, mas esse vício silencioso pode fazer mal, atravancando nossos estudos, trabalho e vida pessoal.

Acredita-se que uns 10% dos usuários já esteja nesse barco furado.

Mas e você? Consegue ficar quanto tempo sem seu aparelhinho diabólico?

Ouça:

Dr Carlos Valério Andrade| CRM-PR 35.499

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