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Devido à alta procura, três hospitais particulares de Curitiba fecham prontos-socorros temporariamente

11/06/2021 às 06:14.

Devido à alta procura por atendimento, três hospitais particulares de Curitiba fecharam os prontos-socorros temporariamente, nesta quinta-feira (10).

O Hospital Pilar afirmou que atingiu a capacidade máxima operacional no pronto-socorro da unidade e, por isso, restringiu o atendimento.

Além disso, o hospital disse que está no limite máximo de ocupação nos setores de internação e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), sem condições de novos internamentos.

“Pedimos a compreensão de nossos pacientes e informamos que retomaremos a operação normal assim que tenhamos condições de realizar novos internamentos”, comunicou a unidade.

O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) informou que o pronto atendimento adulto também está com restrição, priorizando pacientes com quadros clínicos mais graves.

“Trata-se de uma medida emergencial, parte do plano de contingência do HNSG, que visa otimizar todos os recursos existentes aos pacientes mais graves, por atingirmos nossa capacidade máxima de atendimento, devido à pandemia da Covid-19”, pontuou.

Já o Hospital Marcelino Champagnat disse que, com o aumento expressivo da procura por atendimento, o pronto-socorro está atuando com limitações nesta quinta-feira e com leitos de UTI 100% ocupados.

“Em alguns momentos, o serviço atinge a capacidade máxima instalada e, por esse motivo, o atendimento fica restrito”, comunicou a unidade.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que havia sinalizado que, embora os indicadores apontassem bandeira laranja, o momento ainda é de alerta.

“Os indicadores que pontuam a capacidade de resposta do sistema de saúde utilizados para o cálculo é relativo à estrutura hospitalar do SUS. A SMS lembra ainda que o decreto tem a validade de apenas sete dias para avaliar o comportamento da pandemia, que apresentou estabilidade até a data de atualização do cálculo”.

Pandemia na capital

Desde o início da pandemia, foram 224.008 casos confirmados e 5.686 mortes registradas pelo coronavírus na capital.

Há 9.194 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

A administração municipal informou, nesta quinta-feira, que a taxa de ocupação geral de leitos de UTI para pacientes com suspeita ou casos confirmados da Covid-19 é de 102%.

A ocupação dos leitos de UTI do SUS destinados aos pacientes adultos com a doença é de 103%, enquanto a taxa da UTI pediátrica é de 60%.

Conforme a prefeitura, a taxa de ocupação nas enfermarias é de 94% em Curitiba.

Bandeira laranja

Curitiba decidiu, na terça-feira (8), voltar às restrições da bandeira laranja diante da pandemia da Covid-19. O decreto publicado mudou algumas medidas do decreto anterior, de bandeira vermelha.

Com o novo texto, que vale até 16 de junho, o comércio de rua, shoppings e outras atividades não essenciais podem voltar a atender presencialmente, já que antes só podiam trabalhar pela modalidade delivery.

Também no texto, o município liberou o funcionamento de restaurantes e lanchonetes no domingo (13), por causa do Dia dos Namorados, desde que atendam sob agendamento prévio e cumprimento dos protocolos sanitários.

As atividades ao ar livre em parques da cidade já estavam liberadas, mas somente de forma individual e respeitando as normas de prevenção contra a Covid-19, com máscara e distanciamento.

Os ônibus do transporte público da capital, que antes poderiam circular com até 50% da capacidade de passageiros, passam a poder circular com até 70% da capacidade.

As academias, que tinham tido o atendimento suspenso, também podem retornar às atividades, com a nova bandeira.

Via: G1 Paraná