Desabafo de Tais Araújo sobre a filha de 2 anos chama atenção

15/09/2017 às 15:25.

Atriz contou no Instagram que Maria Antônia gosta de brincar de boneca e escolher o rosa como cor favorita. “Contrário a tudo que eu acredito”, escreveu

Tais Araújo não esconde suas posições sobre temas como racismo e feminismo. Ela usou o Instagram para fazer um desabafo sobre a filha Maria Antônia, de 2 anos e oito meses. O motivo? A menina gosta mesmo é de brincar de boneca e “casinha” e sua cor preferida é o… rosa.

Ela e Lázaro Ramos também são pais de João Vicente, de 5 anos. Apesar de não terem incentivado brincadeira “de menina” ou “de menino”, a caçula tomou gosto por tudo relacionado a esse universo. “Parece piada que minha filha aja de maneira tão contrária a tudo que eu acredito”, escreveu a atriz. Até completar um ano de idade, por exemplo, ela herdou os brinquedos do irmão mais velho, as primeiras bonecas só vieram depois. “Me lembro com perfeição quando ela, com um ano de idade, pegou uma boneca no colo e ninou”, conta.

Apesar do choque de visões, ela encerrou o dizendo que o mais importante é dar liberdade e apoio para que os filhos façam suas próprias escolhas. “Não adianta, ela gosta desse mundo, esse é o mundo de brincadeiras que ela escolheu pra chamar de seu. Eu, como mãe, acredito que devo continuar dando opções para que ela sempre saiba que pode sim ser o que quiser: astronauta, bailarina, bombeira, princesa, médica, fada, engenheira, cozinheira, professora, princesa, passadeira… não importa, o que importa é ela conquistar a liberdade de ser o que ela quiser, concluiu.

O texto teve mais de 130 000 curtidas e dividiu opiniões. Muitas mães de meninas relataram a mesma situação, outras, criticaram a postura da atriz por desagradar com as escolhas da filha. “É errado a menina se comportar como uma menina? Não vejo nada de estranho”, reclamou uma seguidora. “Falou tudo o que penso! Qualquer pessoa tem direito de ser o que quiser, incluindo ser dona de casa”, elogiou outra.

Leia na íntegra:

“Tenho uma filha de 2 anos e oito meses que ama rosa, enlouquece com princesas, brinca de mãe e filho o dia todo e chora quando entra numa loja de brinquedos querendo ferro e tábua de passar! Socorro!

Confesso que, cada vez que vejo esse movimento todo dela, me arrepio da cabeça aos pés. Parece piada que minha filha aja de maneira tão contrária a tudo que eu acredito; mais ainda, de maneira contrária a tudo que prego no meu dia a dia, a tudo que acredito que seja uma construção social das mais cruéis que segregam meninas e traçam pra elas um único e fatídico destino, a tudo que fuja do roteiro traçado por essa construção que seja carregado de culpa e julgamentos!

Não acredito que existam brinquedos de menina ou de menino. Quando minha filha nasceu, não comprei um brinquedo. Bom, ela tinha um irmão de 3 anos, a casa já estava cheia de brinquedos e ela não precisava de nada além daqueles.

Assim ela ficou, sem brinquedos novos até completar um ano, se não me engano. Foi ali que chegaram as primeiras bonecas, não sei quem deu, não me lembro, mas me lembro com perfeição quando ela, com um ano de idade, pegou uma boneca no colo e ninou.

Fiquei muito espantada, mas sabia que ela estava reproduzindo o que fazíamos com ela, mas e as princesas? Pode ser influência das amiguinhas. E a cor rosa? E a predileção por saias e saias que rodem? E a paixão por panelinhas e fogão? E o ferro e a tábua de passar, minha gente?!

Acredito que seja tudo repetição do que ela vê à sua volta, mas ela também vê (e muito) outras coisas… até pq quando senti esse movimento, a minha primeira ação foi apresentar a ela outras opções, para que ela pudesse perceber que além do mundo de fadas, bonecas, saias, panelinhas e princesas existe muita coisa legal com que ela também pode brincar.

Não adianta, ela gosta desse mundo, esse é o mundo de brincadeiras que ela escolheu pra chamar de seu. Eu, como mãe, acredito que devo continuar dando opções para que ela sempre saiba que pode sim ser o que quiser: astronauta, bailarina, bombeira, princesa, médica, fada, engenheira, cozinheira, professora, princesa, passadeira… não importa, o que importa é ela conquistar a liberdade de ser o que ela quiser“.

Via: Veja São Paulo