Confirmado o primeiro caso autóctone de dengue na Região Metropolitana de Curitiba

 

O boletim epidemiológico desta semana da Secretaria da Saúde do Paraná (SESA) sobre a dengue aponta a existência do primeiro caso autóctone no município de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No total, os casos autóctones, adquiridos no próprio município, somam 346 em todo o Estado; eles ocorrem em 63 municípios paranaenses, embora haja notificação de casos (ainda em investigação) em 275 dos 399 municípios paranaenses; há uma semana eram 268.

A SESA alerta para a necessidade de a população participar do combate aos criadores de mosquitos Aedes egypti, transmissor da dengue. A doença está se espalhando pelo Estado, especialmente nas regiões de Londrina e de Maringá.

Os novos casos autóctones estão também em Realeza, São Jorge do Oeste, Moreira Salles, Nova Cantu, Umuarama, Cianorte e Florestópolis. Os municípios que estão em situação de epidemia continuam sendo Uraí e Lupionópolis, como na última semana. Somado aos casos importados, o Paraná registrava 391 casos de dengue até o dia 9 de fevereiro.

“Precisamos cada vez mais da colaboração da população, já que os criadouros de mosquitos estão, em sua grande maioria, nas propriedades particulares”, diz a médica veterinária Ivana Belmonte, da Superintendência de Vigilância em Saúde. Ela lembra que as larvas do mosquito podem estar em qualquer tipo de água parada, das maiores às mais insignificantes.

É preciso que os quintais sejam limpos todas as semanas, para evitar acúmulo de lixo que possa juntar água. Vasos de plantas também podem conter ovos ou larvas de mosquitos.

“As recomendações são as mesmas e dependem da boa vontade das pessoas individualmente”, comenta a veterinária, lembrando que ainda estamos longe do final do verão, época em que os mosquitos se manifestam com mais intensidade.