Ao Vivo

Caso Renata Muggiati completa seis anos e família aguarda júri popular

13/09/2021 às 13:00.

A morte da atleta Renata Muggiati completou seis anos no domingo, 12 de setembro. O caso ainda aguarda o júri popular do acusado do crime, o namorado de Renata a época, o médico Raphael Suss Marques. 

Segundo Ministério Público do Paraná, Renata foi estrangulada, morta e depois teve seu corpo jogado do 31º andar do edifício em que morava em Curitiba.

A irmã de Renata, Thereza Christina Gabriel, aguarda o julgamento há seis anos, mas garante que não haverá vencedores nesse processo.  

“A vida da minha irmã, que era o mais importante, já foi perdida. Ele já matou ela. A justiça precisa ser feita sim, mas no final a Renata não volta. No final ela continuará morta”, declarou a irmã .  

Relembre o caso Renata Muggiati

Renata Muggiati morreu na madrugada do dia 12 de setembro de 2015, quando caiu do 31º andar de um prédio da Rua Visconde do Rio Branco, na esquina com Comendador Araújo, no Centro de Curitiba.

Na noite do crime, Raphael Suss Marques teria dito à Polícia Militar (PM) que a mulher se jogou do prédio, porém, a Delegacia de Homícidios e Proteção à Pessoa (DHPP) desconfiou e encontrou elementos que pudessem acusa-lo de asfixiar e depois jogar o corpo da atleta pela janela, simulando então um suicídio.

Foto: Lineu Filho/Tribuna do Paraná

As investigações apontaram que Raphael matou Renata com um golpe de Jiu-Jitsu conhecido como mata-leão. Após assassiná-la pegou seu corpo e a jogou pela janela.  

Depoimentos de amigos, clientes e colegas de trabalho de Renata e até mesmo de Raphael Suss Marques, deram conta a justiça de uma relação abusiva, violenta.  

As primeiras audiências do caso aconteceram em agosto de 2016, quase um ano após a morte de Renata. O caso chegou a ser suspenso por falta de laudos complementares.  

Raphael Suss Marques chegou a ser preso pela morte da fisiculturista. Mas, foi solto.  Quando respondia em liberdade, foi detido novamente, dessa vez denunciado por agredir outra namorada. Nesse caso, ele foi condenado, em maio de 2017, respondeu em liberdade desde agosto de 2017 com monitoramento por tornozeleira eletrônica.  

Em fevereiro de 2019 a Justiça determinou nova prisão do médico. 

Júri Popular 

O médico pode ir a júri popular ainda este ano. A expectativa dos advogados da família de Renata é de que o julgamento seja marcado ainda neste mês de setembro. 

Segundo a advogada da família de Renata, Maria Francisca Accioly, a condenação de Raphael Suss Marques é a expectativa da família e da sociedade.  

“Tratamos aqui de um caso com prova concretas, de provas científicas, provas com fundamento na medicina legal de que Renata foi assassinada covardemente. Raphael Suss Marques precisa e será condenado, a sociedade não permitirá a sua impunidade”, concluiu a advogada. 

Por Alexandra Fernandes com informações Assessoria