Brasileira denuncia agressão de namorado na Alemanha: ‘Disse que ia me matar’

29/12/2018 às 22:49. Comente esta notícia!

A brasileira Rebeca Kodaira, de 22 anos, acusou de agressão o DJ alemão Fabian Laumer, conhecido como DJ Nu. Os dois têm uma filha de 11 meses e moravam juntos em Berlim na Alemanha. Ela compartilhou fotos e vídeos nas redes sociais com o rosto inchado e ferido, e relatou as agressões ocorridas no dia 5 de dezembro, após voltar com sua filha a São Paulo, na casa de sua família.

Em sua página no Facebook, na sexta-feira, o DJ alemão de origem peruana negou ter agredido Rebeca.

Rebeca narra o dia da agressão: “A nossa filha estava dormindo no apartamento, e ele estava consumindo drogas. Eu falei que ia dormir e fui para o outro quarto da casa”. Segundo ela, Fabian ficou irritado e ainda a acusou de ter roubado objetos dele.

“Ele falou que ia me matar. Eu mordi o dedo dele e pedi socorro. Ele tapou minha boca e meu nariz e eu fiquei inconsciente”, ela diz. Rebeca afirma que ele tentou enforcá-la, deu golpes no seu rosto e na cabeça e a deixou no chão do banheiro. “Eu fiquei uma hora desacordada. Quando acordei, só lembro de sair e a ambulância chegar.”
“No hospital, trocamos mensagens e ele pediu desculpas, disse que estava envergonhado”, ela diz. Segundo Rebeca, ele chegou a ser detido por uma noite. Depois, as autoridades alemãs proibiram Fabian de chegar a mais de 200 metros de distância dela, afirma a brasileira.

Rebeca já pretendia voltar ao Brasil no dia 6 de dezembro, um dia após ser agredida. Mas a internação a fez adiar a viagem. Neste meio tempo, ela teve uma audiência inicial sobre a guarda da filha. Outra audiência sobre a guarda está marcada para fevereiro, em Berlim.

O julgamento da agressão ainda vai demorar cerca de três meses para ser realizado. Ela afirma que não gostaria que ele fosse preso, mas que passasse por um tratamento de reabilitação. A brasileira ainda diz ter medo de perder a guarda da filha, por não conhecer advogados de direito de família na Alemanha.
“Ele sempre foi um bom pai, um bom marido, mas tinha estes transtornos. Ele explodia e virava um monstro. Mas um monstro que eu conseguia controlar. Tentava me bater mas eu conseguia me defender. Eu falava para parar e ele parava. Eu nunca fiz nenhuma acusação porque eu preferia lutar pela família”, diz Rebeca.

“Não quero que agridam ele. Nunca fui a favor de violência. Eu quero que ele se trate. Que faça terapia. Que volte a ser a pessoa que eu conheci. Agredir ele não vai voltar no tempo e curar minhas feridas”, ela afirma. “Jamais voltaria a ter um relacionamento com ele. Mas temos uma filha juntos para o resto da vida. Melhor para ele que sejamos amigos”.

 

Fonte: G1