Blogueira alerta para riscos do vício em exercícios: ‘Finalmente entendi o equilíbrio’

26/06/2017 às 15:50.

“Eu finalmente entendi o termo equilíbrio — minha antiga ideia de equilíbrio era cortar calorias durante a semana, fugir da dieta nos fins de semana, e então me forçar a correr quilômetros e mais quilômetros para compensar isso”, contou a blogueira fitness, ressaltando ter aprendido a adotar comportamentos saudáveis ao seu cotidiano.

Depois de ter sofrido as consequências de uma vida pautada em exercícios físicos para se sobressair na rede social, Erin passou a enxergar o equilíbrio físico de outra forma. “Agora ouço as pistas que meu corpo me dá, como intuitivamente (sem mais contagem de macronutrientes e calorias), nutro meu corpo com alimentos integrais, descanso quando preciso e, mais importante: priorizo meu tempo com as pessoas que amo”.

Um alerta para os riscos da prática excessiva de exercícios físicos publicado no perfil do Instagram da blogueira fitness @queencitysweat compara as transformações pelas quais o corpo dela passou de fevereiro de 2016, na imagem à esquerda, até junho de 2017. A influenciadora digital enfrentou uma anemia após levar seu corpo ao extremo visando ser conhecida na web, mas depois percebeu que comprometer sua saúde não valia o esforço.

“Eu não me alimentava de forma nem próxima de como deveria e acabei tendo um grave caso de anemia, o que me tirou tanta energia a ponto de eu mal conseguir me levantar da cama”, registrou a blogueira, identificada apenas como Erin, para seus mais de 40 mil seguidores na rede social.

Ela ressaltou que antes costumava ser viciada em exercícios físicos e, mesmo quando estivesse “se sentindo um zumbi”, se forçava a continuar indo para a academia.

“A razão para isso? Instagram”, explicou a influenciadora digital. “Torna-se tão fácil começar a comparar você com outros aqui, o que fez com que eu desenvolvesse uma mentalidade de ‘o quão magra eu consigo ficar?’, ao invés de ‘o quão saudável eu posso ser?'”, acrescentou.

Para ela, um número não deveria ditar o que é felicidade e, com isso, afirmou que a sua versão mais feliz é a que está representada na foto da direita.

A different kind of transformation Tuesday comin at ya. Left is February 2016, right is last week, June 2017. On the left I was ADDICTED to working out and was running myself into the ground. I was not eating close to what I should've been eating and ended up with a severe case of anemia causing a lack of energy to the point where I could barely get out of bed. Yet, I still forced myself to go to the gym although I felt like a zombie. The reason for this? Instagram. It becomes so easy to start comparing yourself to others on here, which led me to developing a mindset of – "how skinny can I get?" rather than "how healthy can I be?" A number on a scale does not and should not dictate happiness so I'm not going to get into that in this post. What I think I think is most important is how much HAPPIER I am in the photo on the right. I finally understand the term balance – my old idea of balance was cutting cals during the week, binging on the weekends, and then forcing myself to run miles on miles to make up for it. What is balance for me now? Listening to the cues my body gives me, eating intuitively (no more macros or calorie counting), nourishing my body with whole foods, taking rest days when my body needs them, and most importantly: prioritizing time with people I love. My only advice for you is don't fall into the Instagram trap. Not everything on here is picture perfect. Stop comparing yourself to others and start loving the body you have been given. After all, it is capable of great things!💪

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“Eu finalmente entendi o termo equilíbrio — minha antiga ideia de equilíbrio era cortar calorias durante a semana, fugir da dieta nos fins de semana, e então me forçar a correr quilômetros e mais quilômetros para compensar isso”, contou a blogueira fitness, ressaltando ter aprendido a adotar comportamentos saudáveis ao seu cotidiano.

Depois de ter sofrido as consequências de uma vida pautada em exercícios físicos para se sobressair na rede social, Erin passou a enxergar o equilíbrio físico de outra forma. “Agora ouço as pistas que meu corpo me dá, como intuitivamente (sem mais contagem de macronutrientes e calorias), nutro meu corpo com alimentos integrais, descanso quando preciso e, mais importante: priorizo meu tempo com as pessoas que amo”.

Uma equipe de pesquisadores da Nottingham Trent University definiu pessoas viciadas em exercícios como quem deposita nas atividades físicas a parte central de suas vidas, informou a revista “Women’s Health”. A privação da malhação provocaria, segundo eles, “sensações pertubadoras”.

Estimativas de um estudo com participação da especialista Heather Hausenblas, publicado no periódico British Medical Journal, em abril deste ano, mostram que os sintomas do vício em exercícios estão presentes em 0,3% da população mundial (aproximadamente 37 milhões de pessoas).

Via:extra.globo.com