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Bebê nasce sem “rosto” em Portugal e médico é processado por negligência

25/10/2019 às 14:40.

Nomeado como “bebê sem rosto”, Rodrigo chegou ao mundo sem olhos, nariz e parte do crânio. O caso está gerando uma grande polêmica em Portugal. Isso porque sua mãe, Marlene, acusou o médico, Artur Carvalho, por negligência, já que o especialista não identificou que o menino nasceria dessa maneira antes do parto.

O conselho médico português votou para suspender o obstetra de suas funções por seis meses. Rodrigo nasceu em 7 de outubro no Hospital São Bernardo, em Setúbal, Portugal. Durante sua gestação, a mãe disse ao jornal Correio da Manhã que fez três ultrassonografias, que não apontaram nenhuma anomalia.

Segundo informações do site Mirror, no quarto ultrassom, realizado com tecnologia 5D, foram identificadas possíveis anormalidades, mas o médico descartou qualquer preocupação.

Quando Rodrigo nasceu, foi um choque para a mãe. Além de não ter alguns dos seus órgãos principais, os médicos deram a previsão que ele sobreviveria por poucas horas. Nascido há mais de três semanas, o menino ainda está sendo acompanhado. Recentemente, mãe compartilhou uma foto da criança. Segundo o jornal Correio da Manhã, Marlene não saiu de perto do filho e ainda não sabe todas as complicações que ele pode ter.

Não é a primeira vez!

Em meio aos escândalos envolvendo o médico Carvalho, outros casos vieram à tona. Foram encontradas seis queixas contra ele desde 2013. Motivados pelo escândalo com Rodrigo, outros pais decidiram também compartilhar suas histórias sobre o fracasso do obstetra em detectar problemas de saúde de seus filhos.

Um deles é o caso de Diana. De acordo com informações do jornal português Publico, a menina nasceu em 10 de janeiro de 2016, com duas vaginas e apenas um rim. A mãe da criança, Vanessa Ferreira, 23, diz que os primeiros dois anos da filha foram vividos praticamente no hospital. Ela relata que nas primeiras ultrassonografias o médico disse que estava “tudo bem”, mas que foi muito antipático no atendimento.

As malformações da menina só foram detectadas na terceira ultrassonográfia, quando Vanessa foi internada, porque passou mal antes do parto. Na época, ela pensou em processar o médico, mas uma advogada a orientou a não seguir em frente Hoje, ela pretende retomar o caso.

Outro caso foi o de Luana, que nasceu sem queixo e com as pernas viradas ao contrário. Apesar de fazer cinco ultrassonografias, nenhuma delas identificou os problemas. Aos oito anos, a menina já passou por cinco cirurgias.

Via: Revista Crescer