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Bebê de 2 meses é salva por transplante de coração inédito no mundo

20/05/2021 às 08:17.

O transplante de coração inédito no mundo abre um leque de chances para outros casos. – Foto: Hospital Gregorio Marañón

Uma bebê de apenas 2 meses foi salva graças a um transplante de coração que é inédito no mundo.

A pequena Naiara recebeu o coração de outro bebê também recém-nascido, que sofreu parada cardíaca e com um detalhe: o tipo sanguíneo era incompatível, o que é a grande questão.

O procedimento foi feito por médicos do Hospital Gregorio Marañón, em Madri, Espanha. A equipe envolvida comemora a recuperação da garotinha e vê chances de implementar esse tipo de cirurgia em outros casos.

No caso de Naiara, ela passou por um procedimento chamado circulação extracorpórea, em que o sangue passa a circular fora do corpo, em uma máquina. Quando o sangue chega, então, ao coração da pessoa, ele volta a bater por si próprio.

Cirurgia inédita

O médico Juan Miguel Gil Jaurena foi o responsável pelo transplante. Ele contou que em 2018 o hospital já havia feito um transplante infantil entre doadores incompatíveis, mas nesse caso, o coração parado poderia dificultar ainda mais o processo de recuperação.

O médico também explicou a diferença entre o transplante de Naiara e outros transplantes cardíacos: num transplante convencional, quando há morte encefálica, o cirurgião encontra o doador com o coração batendo. Daí, faz o órgão parar, retira do doador, coloca em gelo e o leva embora.

Quando o coração já está parado, ele tem que ser, primeiro, reanimado – e só então retirado do doador.

O procedimento chamado circulação extracorpórea precisa de um especialista chamado perfusionista, que tem a grande responsabilidade de manter a máquina bombeando o sangue para que a circulação aconteça.

Esperança

Naiara passa muito bem e a recuperação acontece conforme o previsto pelos médicos.

O caso da garotinha abre caminho e traz esperança para salvar mais bebês que precisam de transplante de coração e são muito jovens para usar dispositivos de suporte ventricular até que consigam um doador compatível.

Foto: Hospital Gregorio Marañón
Foto: Hospital Gregorio Marañón
Foto: Hospital Gregorio Marañón
Foto: Hospital Gregorio Marañón

Por Monique de Carvalho, da redação do Só Notícia Boa. – Com informações da ABC.

Via: Só Notícia Boa