Bebê brasileira de 1 ano toma cerca de 20 comprimidos para dormir de seus pais, em hotel de luxo de Nova York

17/04/2019 às 16:07. Comente esta notícia!

 

Uma menina de 1 ano está internada em um hospital em Nova York, nos EUA, depois de engolir de 15 a 20 comprimidos para dormir de seus pais, que são brasileiros.

Segundo informou o site Mail One, a polícia foi chamada no Night Hotel, na Times Square, no centro de Manhattan, porque uma criança estava convulsionando. Ela havia tomado a medicação, que estava no criado-mudo da cama. A mãe disse que estava lendo um livro quando olhou para a filha e percebeu que ela estava ingerindo as pílulas.

Os polícias agiram rápido e levaram a criança para o hospital. Ela ficou sem oxigenação por vários minutos. Segundo informações do The New York Post, a condição da criança é estável e ela está internada desde segunda-feira (15/4), dia que o acidente aconteceu. Uma investigação foi aberta mas, segundo autoridades, trata-se de um acidente e não há suspeita de crime. Vale lembrar que engolir esta quantidade de medicamento para dormir pode ser fatal.

Segundo o relatório da Safe Kids Worldwide – uma organização americana sem fins lucrativos – mais de 50 mil crianças com menos de 6 anos foram atendidas em salas de emergência, em 2017, por envenenamento causados por medicamentos.

Vitaminas, antibióticos e analgésicos, que estavam em bolsas ou sob algum móvel da casa, foram os mais ingeridos. “Isso é muito preocupante porque se a criança consumir uma única pílula para pressão sanguínea, por exemplo, ela pode morrer”, alerta a pediatra Sadiqa Kendi, diretora do Safe Kids DC.

No Brasil, de acordo com o pediatra Alexandre Massashi Hirata, do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SP-SP), as intoxicações e os envenenamentos são a quinta causa de internação hospitalar por acidentes na infância.

“Não deixe comprimidos soltos e guarde todos os medicamentos em lugares trancados, de preferência bem alto e fora do alcance das crianças. Também não se refira a eles como “doce” para não incentivar o consumo”, adverte Alexandre Hirata. Caso você suspeitar que a criança ingeriu, procure o médico, o centro de informações toxicológicas ou o próprio fabricante do medicamento imediatamente”, completa o pediatra.

 

 

Fonte:  Revista Crescer