Balconista compra remédio com próprio dinheiro e entrega para mãe desesperada às 2h da manhã

11/01/2019 às 20:34. Comente esta notícia!

 

No meio da madrugada um menino de 9 anos, chamado Guilherme teve uma crise forte de asma, Patrícia que é sua mãe, ficou desesperada. A primeira coisa que pensou foi procurar na internet uma farmácia 24 horas, em São Paulo, onde mora com o menino. Sem sucesso, procurou por aplicativos, mas não teve sucesso também.

Sua última tentativa foi ligar para uma unidade da Drogaria São Paulo, perto de sua residência. O balconista, Igor, atendeu a ligação e informou que o estabelecimento não fazia entrega naquele horário. Mas a ligação não terminou ali. “Ele perguntou se era urgente. Eu expliquei o caso e ele quis me ajudar”, contou Patrícia mãe do Guilherme.

O balconista perguntou se mãe de Gui faria o pagamento em dinheiro ou no cartão. Patrícia respondeu que faria via cartão, mas o balconista solidário resolveu arcar com o custo do remédio, pois não poderia sair da loja com a maquininha de cartão. Respondeu que estava quase no horário da sua janta e que poderia levar o medicamento para Patrícia nesse tempo.

“Eu falei que não queria prejudicá-lo. Mas ele disse ‘não, a prioridade agora é o seu filho. Vamos fazer o seguinte, o valor do remédio é 35 reais; vou passar no meu cartão. Eu trabalho aqui nesse horário, das 11 horas da noite às 6 horas da manhã. No dia que a senhora puder, a senhora vem e acerta’”, lembra Igor.

Patrícia comentou que já tinha transferido o dinheiro do remédio para a conta de Igor, mas o balconista reforçou que ela não precisava se preocupar – o mais importante era a saúde de Guilherme. Logo tratou de pegar o medicamento e de moto, levá-lo até o endereço, que não era longe.

“Graças a Deus, depois da primeira respirada, o Gui foi melhorando. Eu fiquei tão grata! Imagina, 2 horas da manhã, uma pessoa que não conhece esse menino se dispôs. Eram 35 reais, mas 35 reais que podiam fazer falta a ele. Eu fiquei tão feliz, que não conseguia dormir.” conta Patrícia, encantada.

Já o balconista disse que sua atitude é o que espera que alguém faça por ele e sua família. Segundo o mesmo, trata-se de uma atitude humana, agiu com empatia. “Eu tenho uma filha de 4 anos e um filho de um mês. Então, numa situação dessas… Eu até falei com a Patrícia, ‘olha, penso da seguinte forma, eu sempre ajudo as pessoas, porque numa situação difícil eu espero que alguma pessoa tenha a iniciativa de me ajudar’. Eu vou ser sincero, não fiz isso como um balconista da farmácia, mas como um ser humano. Como o Igor que é pai, que se preocupa com o próximo.”

A mãe de Gui fez questão de levá-lo à farmácia para agradecer Igor. Guilherme fez, em forma de agradecimento, um desenho de um Papai Noel como se fosse o próprio Igor.

Alguns dias depois, o balconista solidário recebeu e-mails da gerência da Drogaria São Paulo, parabenizando sua atitude, vista como um exemplo de atendimento de excelência. “Eles se referem como um atendimento de excelência. Usaram isso como base de um atendimento de qualidade. Primeiro, chegaram e-mails agradecendo, parabenizando. E depois eles usaram a foto em reuniões, foi debatido na diretoria”, contou Igor.

Exemplos como o do Igor, que usou da empatia para se colocar no lugar do outro e surpreendeu fazendo mais do que o esperado, nos mostra que podemos dar muitos finais encantadores para nossas histórias.

 

Fonte: Razões para Acreditar