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Artesã gasta R$ 200 para produzir glitter ecológico e lucra R$ 5 mil no carnaval de BH

06/03/2019 às 16:06.

Um sucesso total. É o que diz a artesã Drica Oliveira sobre o glitter ecológico que preparou para o carnaval em Belo Horizonte. Ela aproveitou a folia para ganhar uma grana extra e lucrou muito.

“Eu investi cerca de R$ 200 e eu devo ter lucrado uns R$ 5 mil, assim. No balanço até agora. Eu vejo as pessoas com meu glitter e eu fico assim: esse glitter é meu, esse glitter é meu”, disse a microempreendedora.

O produto é feito com gelatina e corantes naturais, que desmancham na água. A ideia deu tão certo que ela vendeu mais de três mil potinhos.

Glitter ecológico feito com gelatina e corantes naturais  — Foto: Reprodução/TV Globo
Glitter ecológico feito com gelatina e corantes naturais — Foto: Reprodução/TV Globo

A analista Julia Gonçalves também aproveitou o período em que a cidade estava cheia e não se vestiu de noiva à-toa. Ele e o namorado aproveitaram a festa de rua para vender cerveja e juntar dinheiro para o casamento.

“A gente aproveita pra juntar um dinheiro, juntar o útil ao agradável, a gente dança e vende”, disse. Segundo o namorado Rafael Orsini, que é jornalista, no ano anterior, eles ganharam cerca de R$ 2 mil.

Na Praça Sete, no coração de Belo Horizonte, outro casal teve a mesma ideia. O ambulante Tamerson Júnior lima vendeu chupe-chupe com vodka. “Eu saio abordando, eu canto, eu chamo o povo. Aí, o gente, ajuda nós a casar aqui”, contou.

Outra artesã criou pochetes com um papel especial que não rasga nem molha. “A gente pensou na pochete, porque no carnaval você vai levar o celular, levar o cartão, o dinheiro onde? Não tinha. Então, eu quero esconder esses materiais. Então, a gente falou: vou desenvolver as pochetes”, disse a microempreendedora Gláucia Maia.

Minas Gerais será o terceiro estado em movimentação financeira durante o carnaval, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), totalizando R$ 615,5 milhões. Com isso, ultrapassou estados com mais tradição no carnaval, como a Bahia, Ceará e Pernambuco, e só perdeu para o Rio de Janeiro (R$ 2,1 bilhões) e São Paulo (R$ 1,9 bilhão).

Mais de 13 mil pessoas se cadastraram para trabalhar como ambulantes em Belo Horizonte. Um número 36% maior que o do ano passado.

Fonte:  G1