Arquitetos propõem transformar parte da Avenida Sete de Setembro em calçadão para pedestres

10/08/2017 às 09:41. Comente esta notícia!

A avenida tem potencial para ser uma nova Rua XV, com passagem parcial de veículos e semáforos inteligentes para aumentar a eficiência do sistema de transporte

Imagens: Fiori Arquitetura + Oficina Urbana de Arquitetura/Expo 2017/DivulgaçãoImagens: Fiori Arquitetura + Oficina Urbana de Arquitetura/Expo 2017/Divulgação

A Avenida Sete de Setembro pode ser diferente. As opções são diversas: com galerias, calçadões arborizados, novas calçadas, térreos mais vivos, espaços para aluguel de bikes e hortas urbanas, por exemplo. A proposta de requalificação de parte da via, entre a Brigadeiro Franco e a 24 de Maio, é dos arquitetos dos escritórios Fiori Arquitetura e Oficina Urbana de Arquitetura, que pensaram em diversas soluções urbanas para a região central de Curitiba e encaram a Sete de Setembro como um grande laboratório experimental local.

sete-setembro-curitiba-requalificacao (1)

Imagens: Fiori Arquitetura + Oficina Urbana de Arquitetura/Expo 2017/Divulgação

O projeto integra a exposição Arquitetura para Curitiba 2017, que está aberta ao público até o próximo dia 10 de agosto no Museu Municipal de Arte (MuMA), e recebe assinatura dos arquitetos Luiz Gustavo Singeski, Isabela Fiori, Julio Cesar Fiori, Muryel Gomes, Solange Fiori, Thiago Gonçalves Roberto, em conjunto com os estudantes Ana Laura Manasses, Camila Esturilho, Fernanda Miloco, José Faria, Lílian Matsuda, Natali Remus e Rafaela Santos.

A ideia surgiu a partir do modelo de rua que temos. “As ruas nascem quase todas a partir de guias de projeto ou de medidas regulatórias. E quase nunca nos perguntamos que tipo de rua queremos”, questionam os arquitetos.

sete-setembro-curitiba-requalificacao (3)

Imagens: Fiori Arquitetura + Oficina Urbana de Arquitetura/Expo 2017/Divulgação

“O conjunto de calçadas constitui boa parte do espaço público de uma cidade. Os passeios são, por natureza, os marcos divisórios entre os espaços individuais e coletivos. De certa forma são o primeiro ponto de contato do cidadão com a cidade e são o meio de acesso aos serviços. Podem ser utilizados para convidar as pessoas não só para caminhar, mas também para participar da vida urbana. Convites a sentar, observar, exercitar-se, brincar, interagir e se expressar”, defendem.

requalificacao-sete-setembro-fiori-expo-2017 3 (Medium)

Imagens: Fiori Arquitetura + Oficina Urbana de Arquitetura/Expo 2017/Divulgação

O projeto fez um diagnóstico da rua e mostra que diversos lotes são subutilizados e diversos edifícios não cumprem com sua vocação, ficando apenas fechado ou à disposição para alugar, o que acaba não ajudando na atratividade da rua.

A avenida se assemelharia a um calçadão de pedestres, com passagem de veículo apenas para o acesso aos lotes e travessia em nível para os transeuntes. As faixas destinadas ao ônibus expresso (BRT), que deixaram a cidade mundialmente famosa, seriam segregadas por canteiros para vegetação que, ao mesmo tempo em que propiciam espaço para a implantação de arborização, protegem o pedestre, indicando lugares propícios para sua travessia.

Novos equipamentos e mobiliário urbanos seriam instalados (bancos, floreiras, quiosques, racks para bicicletas, bicicletas de aluguel, e outros) a fim de dar novos usos à avenida e aumentar sua vitalidade. Outro ponto seria o aumento da eficiência do sistema de transporte devido à implantação de semáforos inteligentes com sensores para a detecção da proximidade dos ônibus, evitando assim que os veículos tenham que parar nos cruzamentos.

Para implementação da ideia, os arquitetos destacam que ainda são necessários estudos adicionais.

requalificacao-sete-setembro-fiori-expo-2017 (1) (Medium)

Confira o vídeo com as intervenções

Via: Gazeta Do Povo