Após sete anos, vândalos da ‘Selvageria no Couto’ vão a júri popular

15/03/2017 às 11:53.

Após pouco mais de sete anos, os sete acusados por promover a selvageria no Couto Pereira (jogo com o Fluminense, dia 6/12/2009, última rodada do Brasileiro) vão enfim a julgamento.

Batalha campal entre torcedores organizados e a PM. Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Nesta quinta-feira (16), a partir das 9 horas da manhã, no Tribunal de Júri, Adriano Sutil Oliveira, Alan Garcia Barbosa, Gilson da Silva, Reimakler Allan Graboski, Renato Marcos Moreira, Sidnei Cesar de Lima e Eder Gonçalves são acusados de tentativa de homicídio com ação dolosa (com intenção).

Outros sete identificados já foram condenados, mas com penas brandas. A acusação consiste na agressão violenta contra três policiais militares: Ricardo Luis Gomyde, Jean Oliver Plinya e Sivéria Koniuchowicz. Ao todo, segundo relatos da época, 17 pessoas ficaram feridas com o tumulto.

O duelo e confronto manchou o centenário do Coritiba. Dentro de campo, o empate por 1 a 1 com o Fluminense, combinado à vitória do Botafogo sobre o Palmeiras, rebaixou o clube à Série B. A queda foi o estopim da maior batalha campal já vista em um estádio paranaense. No gramado do Couto Pereira (invadido logo após o fim da partida), nas arquibancadas, na vizinhança do estádio e em diversos pontos da cidade, torcedores brigaram entre si e com policiais.

Alguns dos envolvidos, que vão a júri popular nesta quinta, chegaram a cumprir prisão preventiva no Centro de Triagem de Piraguara, região metropolitana de Curitiba, mas foram liberados seis meses após o traumático episódio. O Tribunal de Júri é composto por sete jurados e a audiência será presidida pelo juiz Tiago Flores Carvalho.

Via: Gazeta Do Povo