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Após quimio e remoção das mamas, mãe descobre que não tinha câncer

28/01/2020 às 09:25.

A mãe de dois, Sarah Boyle, 28, de Stoke-on-Trent, Staffs, no Reino Unido, ficou arrasada quando os médicos disseram que ela tinha câncer de mama em 2016. Na época, ela enfrentou meses de quimioterapia até passar por uma mastectomia — procedimento para a remoção das mamas, com o objetivo de evitar a propagação da doença.

No entanto, o que ela não esperava era receber uma notícia igualmente impactante. Em junho de 2017, os médicos do Royal Stoke University Hospital descobriram que sua biópsia foi mal interpretada, levando a um diagnóstico errado. Em uma reviravolta chocante, Sarah foi informada de que, na verdade, não tinha câncer, e que uma cirurgia reconstrutiva poderia aumentar o risco de ela desenvolver a doença no futuro. Também foi dito a ela que, inicialmente, o tratamento que ela enfrentou contra o suposto câncer poderia levar a problemas de fertilidade. Felizmente, Sarah engravidou e deu luz à segundo filho, Louis, que agora tem 1 ano.

“Mesmo agora, é tão difícil tentar descrever o que aconteceu comigo. Ser informada de que você tem câncer, ainda mais na minha idade, foi difícil aceitar. Mas, depois de meses de tratamento horrível, ser informada de que tudo isso era desnecessário é algo que não tenho certeza se chegarei a um acordo. Não são apenas os efeitos físicos que me restam, mas também a tortura mental que passei. Um diagnóstico incorreto de câncer pode arruinar uma vida e algumas pessoas podem não ter a mesma sorte de sobreviver. Qualquer coisa que ajude a reduzir o número de pessoas afetadas por um diagnóstico incorreto ou permita que outras pessoas recebam tratamento mais rapidamente deve ser bem-vinda”, disse.

AVANÇO TECNOLÓGICO NO DIAGNÓSTICO

Agora, a luta de Sarah é para que outras pessoas não passem pelo mesmo pesadelo. Ela está pedindo que a tecnologia de inteligência artificial (IA) de ponta seja mais amplamente usada em hospitais para evitar erros trágicos. De acordo com o The Su, nesta semana, os cientistas anunciaram um avanço no diagnóstico de câncer usando algoritmos de computador para reduzir o número de resultados falsos.

Na época, os hospitais universitários de North Midlands NHS Trust foram responsabilizados pelo caso. “O que Sarah e sua família tiveram de suportar é realmente chocante e o efeito do que aconteceu continua a impactar suas vidas. Sarah sofreu um trauma psicológico significativo como resultado do que passou e também continua a suportar os sintomas contínuos causados ​​por seu tratamento. Embora essa pesquisa esteja iniciando, os resultados deste estudo parecem ser muito promissores. Continuamos apoiando Sarah para ajudá-la a tentar aceitar o que aconteceu com ela da melhor maneira possível”, declarou Sarah Sharples, advogada especialista em negligência médica que representou Sarah.

O NHS Trust declarou que o erro de diagnóstico foi atribuído a “erro humano” e pediu desculpas a Sarah. Um porta-voz disse: “Um diagnóstico incorreto desse tipo é excepcionalmente raro e entendemos como isso foi devastador para Sarah e sua família. Além de um pedido de desculpas, as conclusões da investigação foram compartilhadas com ela e o caso agora faz parte de uma reivindicação legal em andamento com a qual o Trust está cooperando plenamente. No final das contas, a declaração incorreta da biópsia foi um erro humano, e, como uma salvaguarda extra, todos os diagnósticos de câncer invasivo agora são revisados ​​por um segundo patologista. Sarah continua em contato regular com a equipe clínica que a tratou e eles estão sempre disponíveis para discutir quaisquer preocupações em andamento que ela possa ter”.

Via: Revista Crescer