Após perder o emprego e se separar, mulher ganha dinheiro como ‘marida de aluguel’

01/02/2018 às 10:21.

Nattasha Nobre tem 31 anos e mora em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba; entre as atividades que ela exerce estão pintura, troca de chuveiro e torneira, construção, abertura de valeta, entre outras.

Sabe aquela função de reparos básicos dentro de casa? Ela resolve. Agora, imagine aqueles mais complicados como construção e abertura de valeta. Ela também faz. O mais difícil é descobrir o que ela não sabe fazer.

Nattasha Nobre tem 31 anos e depois de perder o emprego e terminar o segundo casamento, decidiu se tornar “marida de aluguel”.

A “função” não é tão comum, mas tem sido a única fonte de renda da curitibana que mora em Pinhais, na Região Metropolitana.

“Eu lixo e pinto parede, abro valeta, troco torneira, chuveiro, tomada, instalo luminária, deck de madeira, construção de casa, entre várias outras coisas”, disse Nattasha.

Nattasha Nobre decidiu se tornar marida de aluguel após perder o emprego e se separar do marido (Foto: Giuliano Gomes/PR PRess)

Ela morre de orgulho do que faz e conta que enfrentou muito preconceito até conseguir se estabelecer na “profissão”.

Eu atendo as mulheres que são sozinhas e que não tem tempo, conhecimento ou paciência para fazer esses serviços”, explicou Nattasha.

Como surgiu a ideia de ser “marida de aluguel”

Nattasha explica que a função de 'marida de aluguel' nada mais é do que fazer o que as mulheres não tem tempo e paciência de fazer (Foto: Giuliano Gomes/PR Press )

A paranaense percebeu que levava jeito para o trabalho quando decidiu fazer vestibular para o curso de técnico em edificações. Até então, ela trabalhava em lojas de shopping.

“A oportunidade surgiu e eu achei interessante. Por um milagre, acabei passando”, lembrou. Ao começar o curso, em 2008, a surpresa: Nattasha e outros três eram as únicas mulheres em meio a uma turma de 30 alunos.

Segundo ela, o preconceito começou já no primeiro dia de aula, inclusive por parte dos professores. “Eu comecei a fazer e era uma das melhores alunas. Aí eu me apaixonei por essa área de edificações”, disse.

No terceiro período da faculdade, Nattasha engravidou e por pouco não abandonou o curso. “Todo mundo me aconselhou a parar porque eu precisava exercer a função de mãe e de cuidar da casa e do marido e tal”, lembrou a curitibana.