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Após chuvas, frio recorde traz geada e pode até nevar em Curitiba, diz empresa

17/08/2020 às 07:56.

Uma massa de ar frio potencialmente histórica. É assim que a empresa MetSul Meteorologia define o fenômeno meteorológico previsto para chegar ao Sul do Brasil, inclusive à região de Curitiba, no final da próxima semana. Segundo a empresa, “uma massa de ar polar enorme e muito intensa vai atingir praticamente metade do território brasileiro, com potencial histórico de frio e neve”.

“Massas de ar frio fortes ocorrem virtualmente quase todos os anos no Sul do Brasil, mas esta será excepcionalmente forte e abrangente para a segunda metade do mês de agosto. A queda da temperatura será sentida a partir da quarta-feira no Rio Grande do Sul e entre quinta e sexta-feira será percebida nas demais regiões brasileiras”, diz a previsão.

O Sistema Meteorológico do Paraná, Simepar, também já lista uma queda abrupta nas temperaturas para o fim da semana que se inicia. Ainda na quinta a previsão é de temperaturas negativas e geada em grande parte do Paraná. No sábado, por exemplo, a mínima prevista para Curitiba é de apenas 1°C, com máxima estipulada em apenas 11°C.

Em outras regiões do Paraná, como em Laranjeiras do Sul, há previsão de -3°C. Em regiões historicamente mais quentes, como Campo Mourão, a previsão é de -1°C. No Litoral as temperaturas podem chegar a 6°C.

De acordo com a MetSul, “uma baixa polar em níveis médio da atmosfera vai atuar sobre o Sul do Brasil. Isso irá fazer com que haja nebulosidade e instabilidade com ar muito gelado em altitude, o que na análise da MetSul traz uma altíssima probabilidade de ocorrência de neve no Sul do país”. Em alguns modelos há previsão de neve para Curitiba, outras cidades do Paraná e até sul de São Paulo.

Chuva persiste na semana e antecede frio

A chuva que chegou ao Paraná na quinta-feira (13) e também a Curitiba e região ainda não deve aliviar a forte estiagem pela qual passa o estado. Porém, segundo o Simepar, a média de chuvas prevista para agosto pode ser atingida, já que na primeira quinzena do mês o registro das precipitações já ultrapassou a casa dos 100 mm.

A previsão é de que essa condição de tempo instável ainda perdure até a próxima quinta-feira (20), quando, além da chuva, as temperaturas mínimas também devem cair para perto de 1º C em algumas regiões do Paraná.

Para o início desta semana, segundo a meteorologia, ainda podem ocorrer pancadas moderadas de chuva. A chance de ventos fortes como os registrados na madrugada do último sábado são mínimas. Nem mesmo o tufão que atingiu Santa Catarina e causou estragos para cerca de 700 pessoas deve passar pelo Paraná.

Ao longo da semana, a intensidade das precipitações deve diminuir, passando para ocorrências isoladas, com possibilidade da presença do sol entre nuvens em alguns dias, até a quinta-feira. O motivo para que este período mais longo de chuvas se mantenha é a uma frente fria que se afasta do estado de maneira mais lenta.

Inclusive, o frio que vem depois, na quinta, também é resultado da atuação deste sistema.

De acordo com a meteorologista Ana Beatriz Porto, do Simepar, esses valores são devido aos eventos que tem ocorrido desde a última quinta-feira (13) e, principalmente, entre o sábado e as primeiras horas do domingo. “Como os prognósticos indicam a manutenção das instabilidades para os próximos dias, certamente muitas localidades alcançarão a média climatológica do mês”, explicou.

Estiagem

Apenas a média mensal de chuvas não deve modificar o panorama na baixíssima quantidade de água nos sistemas que abastecem milhões de residências no Paraná. Com a estiagem não dando trégua, a Sanepar iniciou, na sexta-feira, um rodízio mais severo na tentativa de administrar a pior crise hídrica da história do estado.

Os números são alarmantes, só vistos no século 19, o que levou a Sanepar a adotar o rodízio de 36 horas em 36 horas, afetando 1,2 milhão de pessoas a cada período. Os imóveis ficarão um dia e meio sem água e um dia e meio com fornecimento normal. Quanto ao tempo necessário para termos novamente os reservatórios cheios, a resposta é incerta. A perspectiva é de melhora com a chegada da primavera em setembro.

Via: Tribuna Do Paraná