Animais debilitados são sacrificados após rompimento da barragem de Brumadinho

30/01/2019 às 08:07. Comente esta notícia!

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais informou que “existem animais que não reúnem condições para resgate com vida em decorrência do estado e características do local do desastre” após a tragédia em Brumadinho (MG). Em nota divulgada nesta terça-feira (29), o órgão afirma que “para esses casos, uma equipe de veterinários está apta a realizar a eutanásia por meio de injeção letal”.

Foto: Giazi Cavalcante/Código19/Estadão Conteúdo

O comunicado diz ainda que “em nenhum momento houve autorização por parte do Gabinete Militar do Governador/coordenadoria Estadual de Defesa Civil para o abate de animais aleatoriamente ou por meio de métodos em desacordo com as normas”.

Também em nota, a Polícia Rodoviária Federal, que atua no local da tragédia, informou que, nesta segunda-feira (28), uma de suas equipes sobrevoou a região à procura de animais. “Seguindo os protocolos estabelecidos para este tipo de situação, a equipe estava acompanhada de veterinários que faziam análise e triagem dos casos”, diz o texto.

O comunicado cita que “lamentavelmente, durante a triagem dos animais, foram encontrados três casos específicos de bovinos atolados na lama, em estado de exaustão e com fraturas de membros”. “Após análise da equipe veterinária, considerando a impossibilidade de adoção de outras medidas, foi tomada a decisão pela eutanásia daqueles animais. O procedimento foi orientado e supervisionado pela equipe veterinária sob a coordenação do comando da operação de resgate.”

Nesta terça, o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, afirmou que “em alguns casos, o resgate não é viável pelo sofrimento do animal”.

“É mais interessante optar pela eutanásia. No caso de alguns animais, que sofreram fraturas e perfurações, não é ético insistir”, disse Aihara. “Seguimos as determinações e normativas. O abate só é feito após uma análise bastante cuidadosa e quando é devidamente autorizada. Via de regra, é feito com injeção letal, mas outras situações específicas devem ser analisadas. O Corpo de Bombeiros tem essa preocupação também.”

As mortes de animais em Brumadinho ganharam repercussão depois que ativistas fizeram críticas em redes sociais. Nesta terça, a ativista Luisa Mell, que está na cidade mineira, publicou um vídeo no Instagram no qual que falou: “Tá explicado, né?, gente, por que não me deixaram no helicóptero. Eles não queriam salvar os animais, eles queriam assassinar, que é o que eles estão fazendo (…), atirando do helicóptero”.