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Alunos criam aplicativo para surdos que vibra no ritmo de músicas

09/08/2021 às 08:31.

Para que pessoas com deficiência auditiva possam aproveitar mais o mercado de mídia e entretenimento, um grupo de estudantes brasileiros teve a ideia de desenvolver o Feel the Music (FTM).

O aplicativo usa inteligência artificial para vibrar o aparelho celular no ritmo dos sons que estão sendo emitidos, em tempo real, e leva uma sensação palpável a quem não pode ouvir.

“Percebemos que o aplicativo poderia ser usado para levar acessibilidade não só para os apps de música, mas também para transmissões de streaming e canais de vídeos, como Netflix e YouTube. Muitos desses canais mantêm apenas legendas como forma de acessibilidade e temos conhecimento de que muitas pessoas com deficiência auditiva não sabem ler, então, não são devidamente incluídas nesse mercado”.about:blank

Palavras de Rafael Zinni Lopes, um dos criadores do projeto, desenvolvido na edição do primeiro semestre de 2021. Ele deu origem à startup Timbrasom e foi selecionado para a Vitrine Inova CPS.

O time foi orientado pelo professor Adriano Buzoli, da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Solução acessível

O projeto do FTM iniciou em 2020 em um Hackathon, que é uma espécie de maratona de programação na qual hackers se reúnem para discutir novas ideias e desenvolver projetos de software.

A proposta era encontrar soluções inovadoras para o mercado da música. Na competição, o FTM ficou em terceiro lugar.

Rafael Zinni Lopes, Ricardo Teruaki Fujikawa e Victor Dias de Oliveira, que criaram o FTM, inscreveram o projeto na Escola de Inovadores da agência Inova CPS, curso de extensão online e gratuito do Centro Paula Souza (CPS), que ensina os participantes a transformarem ideias inovadoras em startups.

Após o curso, os estudantes contam que a percepção sobre o projeto aumentou consideravelmente.

Aplicativo em desenvolvimento

Não demorou muito para os alunos conseguirem apoio para o desenvolvimento comercial do aplicativo.

A solução será liberada inicialmente para dispositivos com sistema Android. “Nosso interesse é que o app seja implementado em uma plataforma que tenha a maior abrangência possível para alcançar pessoas que não têm um bom poder aquisitivo”, conta Rafael.

Parabéns pela ideia, meninos!

Via: Só Notícia Boa