Acusado por 330 mulheres, defesa de João de Deus quer culpar vítimas

18/12/2018 às 08:20.

Depois de se entregar à polícia em uma fazenda nos arredores de Abadiânia no domingo (16), João de Deus foi ouvido por cerca de três horas pela Polícia Civil de Goiás.

João Teixeira de Farias, médium conhecido como João de Deus, na Casa Dom Inácio de Loyola.

Em conversa com os jornalistas na porta da delegacia, a defesa do homem de 76 anos fez de tudo para desqualificar os relatos das vítimas. Umas das pacientes foi chamada de prostituta com passado de extorsão.

O advogado do médium se referiu à holandesa Zhira Lieneke, responsável pela publicização das denúncias no programa Conversa Com Bial. Alberto Toron colocou em dúvida a credibilidade das mais de 300 mulheres que acusam o cliente de abuso sexual.

“Essa holandesa, estou recebendo informações, com um dossiê, de que tem um passado nada recomendável, o que pode descredibilizar sua palavra. Era uma prostituta e tinha um passado de extorsão”, disse aos jornalistas.  

João de Deus diz acreditar na justiça divina e dos homens

Alberto colocou em xeque a credibilidade da filha de João de Deus, que o acusou de violentá-la. “Fica difícil dizer o que acontece com ela. Tem histórico de internações”, relatou afirmando que a jovem já fez vídeos retirando as próprias acusações.