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A educação e o desafio de preparar indivíduos para a vida e a carreira

27/07/2020 às 10:47.

Inspirada em universidades da Europa e Estados Unidos, UNICURITIBA acredita em um Ecossistema de Aprendizagem baseado na integração curricular e no desenvolvimento de competências

Se o mundo está em constante transformação, por que a educação ficaria parada no tempo? Há 70 anos, o Centro Universitário Curitiba – UNICURITIBA vem construindo uma trajetória de sucesso.

Desde a criação do primeiro curso particular de Direito do Paraná, ao patamar de uma das melhores instituições do país, a instituição mantém seu olhar para o futuro e entende que o ensino deve estar voltado ao desenvolvimento de competências.

Inspirado em exemplos como a Universidade de Stanford (EUA) e de outras instituições de ensino superior da Finlândia, o UNICURITIBA – que no final de 2019 passou a fazer parte da Ânima Educação, uma das maiores organizações educacionais particulares do Brasil – vislumbra um Ecossistema de Aprendizagem baseado em um modelo de ensino integrado.

De acordo com o reitor Arnaldo Rebello, a educação constrói o futuro e a missão do UNICURITIBA é ampliar a visão de mundo e preparar os estudantes para a resolução de problemas reais e para os desafios da carreira.

“É isso o que se espera de uma educação com propósito, que deseja transformar o país. Para novos tempos, precisamos de novas propostas de formação superior. Para carreiras de vanguarda, queremos profissionais preparados e, para um novo mundo, pessoas com habilidades e competências bem desenvolvidas. Os estudantes hoje são diferentes daqueles que ingressavam no ensino superior há alguns anos”, diz.

Novo olhar para o ensino do Direito

Se o mundo do trabalho não é mais o mesmo e o perfil dos estudantes mudou, as universidades precisam evoluir. Um exemplo é o próprio Direito, o curso que deu origem ao UNICURITIBA.

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o país tem mais de 1,2 milhão de advogados. Estimativas indicam que até 2023 esse número deve ultrapassar a marca de 2 milhões. Para enfrentar tamanha concorrência, só mesmo uma educação disruptiva.

Formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, o diretor Jurídico da Ânima Educação, João Batista Carvalho, lembra que o projeto educacional do Brasil foi idealizado na época da revolução industrial, baseado na fragmentação do conteúdo, na repetição e na memorização.

“Nesse longo período, a inovação e a tecnologia transformaram completamente a indústria, as empresas e o ambiente de trabalho. A evolução é brutal, basta comparar uma fábrica da época com uma atual. Por outro lado, as nossas salas de aula ainda são muito parecidas com aquelas de outrora. Infelizmente, com raras exceções, as escolas de hoje não formam os jovens para a vida, para o mercado de trabalho, não fomentam capacidades e habilidades que são indispensáveis para o exercício da profissão”, analisa.

A culpa, continua o diretor, não é do professor e nem do aluno, é do sistema e, sem evolução, as universidades perderão muito de sua importância.

“No ensino do Direito não é diferente. É imperativa a adoção de uma nova metodologia de ensino com foco no desenvolvimento de habilidades e competências, que promova, também, a interação entre os vários ramos da ciência e um olhar holístico do estudante.” Caso contrário, diz ele, “persistiremos instalados na sala de aula do século passado.”

Educação com propósito

O Centro Universitário Curitiba quer, justamente, ir além deste método tradicional das salas de aula, possibilitando inclusive a participação dos estudantes em programas de mobilidade nacional e internacional (intercâmbio com outras unidades de instituições parceiras do Ecossistema Ânima).

De acordo com o coordenador da pós-graduação do UNICURITIBA, Frederico Glitz, com metodologias e conceitos inovadores é possível formar profissionais sem deixar de lado o desenvolvimento de competências socioemocionais e pessoais. “Em cada advogado, biomédica, psicólogo, administradora, engenheiro ou dentista, há um ser humano com valores, projetos, objetivos e interesses específicos”, lembra.

Ainda segundo Glitz, a instituição sempre se preocupou com o nível de qualidade oferecido em seus cursos de graduação e especialização. “Esse cuidado com a qualidade não muda, mas o papel das instituições de ensino superior está em transformação e quem não acompanhar este ritmo perderá seu espaço”, comenta.

Fonte: Gazeta do Povo