10 fatos sobre o cantor Wesley Safadão

01/11/2017 às 11:41.

Com 15 anos de carreira, o cearense faz em média 20 shows por mês, com um repertório cheio de hits.

Depois de conhecer Wesley Safadão, 29 anos, fica difícil não querer ser um pedacinho dos seus esquemas — como na música que canta com Anitta e Nego do Borel. E a gente nem está falando só no sentido amoroso, não. Só bater papo na amizade sincera já bastava. Conversar com Wesley é quase como se abrir com um velho amigo, mesmo depois de ter acabado de conhecê-lo. De uma humildade única e simpatia inegável, o cantor passa tranquilidade a quem está ao seu lado. Sua rotina profissional é, no entanto, o oposto da sua personalidade #DaPaz. Com uma média de quatro a cinco shows por semana, os números de Wesley impressionam. No Spotify, ele tem mais de 3 milhões de ouvintes mensais, e um de seus grandes sucessos, Meu Coração Deu PT, passou a marca dos 44 milhões de reproduções. Juntando Instagram, YouTube e Facebook, já soma mais de 25 milhões de fãs — isso sem contar as canções que estão sempre entre as mais tocadas do país e as parcerias com outros artistas tão brilhantes quanto ele. Em agosto, por exemplo, ele carimbou sua participação no hit de Ivete Sangalo, nossa estrela da capa, À Vontade. Conversamos com o cantor no dia do lançamento de seu DVD gravado em Miami, nos Estados Unidos, e chegamos a uma conclusão: para quebrar tudo nas paradas de sucesso, tem que rebolar, quer dizer, dançar arrocha — dentro e fora dos palcos.

Medida do sucesso

“O jeito como se avalia o sucesso de um artista mudou, vai continuar mudando e temos que nos adequar ao mercado. É preciso agregar um pouco de tudo. Nem sempre ter uma música tocando no rádio significa que o show estará lotado. Do mesmo jeito que show lotado não é sinônimo de ter música que toca no rádio. É preciso buscar a estabilidade em todos os pontos: rádio, visualizações no YouTube, permanência na lista das mais tocadas, shows e divulgação. Se tudo estiver funcionando bem, temos a certeza de que estamos no caminho certo.”

Preconceito

“Tantas pessoas falaram sobre isso que achei que teria mais dificuldades. Eu as enfrentei e soube driblá-las. Muita gente me disse: ‘Essa música não toca aqui’. E eu pensava: ‘Tudo bem. Então, como faço para chegar ao público do meu jeito? É por aqui? Ok, vamos por esse caminho’. E aí as músicas começaram a tocar. Sou um cara do Ceará, do Nordeste, e o próprio país tem regiões preconceituosas, mas nunca fui parado por isso. Já tinha em mente que não ia ligar para o que as pessoas pensavam e achavam. Ia me dedicar a fazer meu trabalho e minha música. E hoje consigo.”

Repertório variado

“Independentemente do contexto da música, tento deixá-la dançante — como em Ninguém É de Ferro, que gravei com a Marília Mendonça. Analiso meu show e presto atenção se estou falando de vários temas. Se não estiver, já penso logo no que está faltando. Por exemplo, sou apaixonado pela música Deixa Acontecer, do Grupo Revelação [nessa hora, ele deu uma cantadinha pra gente], e queria cantar algo que falasse dessa história. Pedi aos meus amigos compositores e foi aí que surgiu Coração Machucado. Quero sempre falar com todo mundo: solteiro, apaixonado, quem está sofrendo, levou chifre, quer dar a volta por cima… Mas gosto mesmo de músicas sobre superação.”

Parcerias musicais

“Cantar com outro artista é um aprendizado, e todos saem ganhando. Esse tipo de trabalho envolve dois públicos. Com Você Partiu Meu Coração, por exemplo, os fãs do Nego do Borel e da Anitta começaram a gostar das minhas músicas e os meus das deles. O que mais prezo desses encontros são as amizades que nascem. O Nego hoje é um irmão para mim, tenho um grande carinho por ele. Pela Anitta também, e por todos os artistas com os quais já fiz parcerias.”

Ivete, rainha

“É difícil encontrar palavras para falar de Ivete, tudo o que ela é e o que representa. É uma pessoa de um astral maravilhoso e aprendo muito quando estamos juntos. Ivete foi muito simpática e gentil quando a convidei para participar da música Parece Que o Vento, então quando retribuiu o convite não pude negar. Ela me disse: ‘Quero sua participação, só vou dizer a hora e o lugar’. E respondi: ‘Tamo junto’. Como a gravação do clipe de À Vontade rolou no período junino, que é uma época com muitos shows, as datas coincidiram. Pra mim, não tinha problema. Disse que ia e voltava do Rio de Janeiro quanto precisasse. Ela me mandou um coreógrafo pra ensinar os passos e deixou minha parte da gravação para um dia só. Fui, gravei e voltei para a Bahia para fazer o show. Deu tudo certo! Me amarrei na dança, achei um diferencial legal. O resultado ficou maravilhoso.”

Máquina de hits

“Existe uma pressão natural pelo que represento. Quando eu e minha equipe vamos lançar um projeto, é uma responsabilidade muito grande. Acredito que o sucesso é algo natural, não dá pra empurrá- lo goela abaixo. Às vezes acho que uma música vai fazer sucesso e não faz. Nunca me prendi a isso. Não quero empurrar no público só aquilo que eu acho bom. Se eles não gostam, parto para outra com naturalidade, mas sempre buscando o melhor.”

Privacidade

“Acho impossível não mostrar um pouco da minha vida às pessoas. O público gosta muito de saber. Temos que aprender a viver na era da internet e das redes sociais. E tudo o que eu posto desperta reações positivas e negativas. Indiferentemente do que o público vai achar, tento passar quem sou de verdade. O lado do Wesley quando não está cantando. O povo praticamente só vê minha família, que é o que tenho de mais precioso.”

Romantismo

“Sou romântico, mas acho que poderia ser mais. Não sou muito de palavras nem de escrever, mas mesmo assim sinto que tenho esse lado. E demonstro em algumas situações do dia a dia, porque no relacionamento o romance não está só numa flor que você manda em certo dia. É fazer massagem, levar café da manhã na cama… Busco surpreender a Thyane [com quem o cantor está casado desde 2016] diariamente.”

Wesley pai

“Tem dias em que não durmo para conseguir equilibrar minha vida. Depois do show do sábado, tento dormir o mínimo possível para quando terminar o do domingo pegar no sono rápido, para as 6 da manhã estar acordado para dar banho nos meninos e levá-los à escola. Participar dessa rotina me dá muito orgulho e prazer. Tem dias em que pulo da cama e sinto como se o corpo estivesse febril de tanto cansaço, mas tomo um banho e já me sinto melhor e feliz.”

Wesley Oliveira X Wesley Safadão

“Em alguns momentos passou pela minha cabeça ser duas pessoas, mas não tem como fazer isso. Sou sempre o mesmo no palco ou fora dele. Sinto as mesmas dores, tenho os mesmos pensamentos, tem horas em que choro… Quero poder chegar a algum lugar e ser como todo mundo que está lá, e que, mesmo assim, essas pessoas consigam me admirar pelo trabalho que faço.”

Via: Revista Contigo