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Victor e Leo lançam CD com arranjos hard rock

30 de outubro de 2013, 10:40. Tags: . Comente esta notícia!

Quando adolescente, o mineiro Leo Chaves tinha uma banda cover em que cantava Guns N’ Roses, Bon Jovi, Skid Row e outros. O vocal agudo e romântico continou o mesmo depois que ele formou uma dupla com o irmão Victor. Mas a base hard rock deu lugar ao sertanejo. Duas décadas depois, seu gosto pelas baladas das bandas norte-americanas ajuda a traçar o “caminho diferente” por Victor e Leo no seu 11º, “Viva por mim”.

“Temos 21 anos de carreira, estava na hora de se reinventar”, diz Leo sobre o álbum recém-lançado. “Há influências que a gente não tinha usado tão descaradamente. O hard rock está muito presente, e também r&b e folk, além do sertanejo que foi a água da qual a gente sempre bebeu na carreira. Da linha do hard rock gosto muito de Aerosmith, Guns N’ Roses e Bon Jovi”, diz Leo.

Pela primeira vez, o caçula Leo tem mais composições que Victor em um disco. O irmão mais velho é um dos compositores mais rentáveis do Brasil. Ele se alterna há cinco anos com o sertanejo Sorocaba no topo do ranking de arrecadação de direitos autorais no país. Desta vez, Victor deu espaço a Leo. “Ele começou a escrever e desabrochar esse lado que era mais tímido. Achei bacana, natural, muito pertinente.”

Nos outros discos, produção e arranjos eram parcerias de Victor e Leo. Desta vez, apenas Leo ficou com a tarefa. Ele aproximou da sonoridade das “power ballads” mais românticas de Axl Rose e Jon Bon Jovi, que cantava na adolescência, em músicas como a faixa-título e “Só quero amor”. A primeira faixa de trabalho, “Na linha do tempo” puxa para o r&b.

Fãs roqueiros
Victor diz que planejava há três anos a “renovação harmônica e sonora”. “Eu já tinha uma ansiedade por isso”, afirma. A dupla já manifestou admiração por Neil Young e outros nomes do folk.

Victor, também fã de blues, argumenta que seu maior hit, “Borboletas”, estava  próximao do rock. Mas admite que este “é um disco que se diferencia dos outros pela sonoridade”. “Os outros eram mais acústicos. Este tem mais pianos, guitarras, riffs e loops”.

“A gente sempre teve admiradores dentro da praia do rock. Reparamos, nos nossos shows, sempre em roqueiros que diziam que não curtiam música sertaneja, mas gostavam da gente. Embora a gente sempre fosse mais folk, também temos uma levada ritmica voltada para o rock o blues”, diz Leo.

Biografias
Victor também comentou a polêmica sobre as biografias. A publicação não autorizada pelo biografado é pedida por escritores e contestada por músicos. A opinião do sertanejo é semelhante à de Roberto Carlos, que disse ao “Fantástico” ser a favor da liberação “com ajustes”. Roberto Carlos ressaltou as dificuldades de processos por calúnia e difamação: “O resultado vem um pouco tardio”.

Victor argumenta: “O que tem que melhorar é a justiça. Ter primeiro uma justiça rápida, para depois discutir a liberdade de expressão. Como você vai discutir [as biografias] quando não é punido quem faz uma atrocidade? Você diz uma calúnia e se sente a vontade, pois sabe que não vai ser punido, e se for isso vai levar anos. Isso que tem que ser revisto antes. Como vai ser o sistema de punião para bandidos, infratores?”.

‘Não só sertanejos’
Victor diz que não está preocupado com o espaço que o funk tem tomado do sertanejo entre as músicas mais tocadas no Brasil em 2013. “A gente não está inserido nesse movimento [do sertanejo nas paradas de sucesso]. Quando se falava em sertanejo universitário, não nos sentimos inseridos. Quando se falava em arrocha e no “novo sertanejo”, também não. Somos intuitivos, sem olhar para o que acontece no mercado. Temos referências diverssas, inclusive sertanejas”, diz.

“Nosso trabalho tem uma identidade forte, porque somos nós dois que produzimos e arranjamos. Temos várias referências, inclusive sertanejas, mas não diria que a gente faz só musica sertaneja”, diz Victor.

Questionado se eles eles podem ser definidos como dupla sertaneja, Victor responde: “Com certeza não somos apenas isso. Quem ouvir esse novo disco vai ter certeza. Mas a gente sabe falar com propriedade de música sertaneja quando a gente quer. Como a faixa com o Almir Sater [“Tudo bem”]. Por outro lado, quem ouve uma canção como “Nem sei”, ouve um rock puro.”

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