Fique Sabendo

Seu Jorge fala sobre seu novo trabalho

20 de setembro de 2013, 15:57. Tags: . Comente esta notícia!

Paisagens incríveis, comportamentos de animais nunca filmados e histórias emocionantes de sobrevivência. Esses são os elementos essenciais da série documental América do Norte, produzida pelo Discovery, que estreou no dia 8 de setembro e vai ao ar no canal todos os domingos às 21h40.

Quem mostra ao espectador essa realidade selvagem, e em grande parte desconhecida, da parte superior de nosso continente é Seu Jorge. Conversamos com o cantor e ator sobre sua experiência ao narrar o programa e como está sendo a sua adaptação nos EUA, já que ele e a família mudaram-se no início do ano para Los Angeles. Confira!

Como a sua experiência prévia de ator ajudou no processo de narração de América do Norte?
É uma outra maneira de usar a voz. Como foi minha primeira vez narrando algo, aprendi bastante. Foi muito importante pra mim, até para minha formação como ator. Já estive na situação de dublagem, mas narração é uma coisa completamente diferente. Para mim agregou em vários aspectos e até me ajudou a entender melhor o que é a América do Norte.

Quem narrou o programa nos EUA foi o ator Tom Selleck, você ouviu e se inspirou na narração?
Normalmente uso minha voz para cantar, o que é completamente diferente. O narrador original carrega toda uma dramaturgia, uma linha dramática. Acompanhar o trabalho dele junto ao texto foi bem legal. Fiquei bastante feliz, pois pude criar ao trazer o conteúdo para o português, já que no inglês havia uma outra inflexão e uma outra tonalidade.

O que é mais difícil narrar, interpretar ou atuar?
Despende da situação, tem uma canção completamente complicada de se interpretar. Um filme para o qual você tem que se preparar um pouco mais. Narração é uma coisa que muda a cada novo episódio, dependendo do contexto. O que importa é sempre estar preparado, estar com a ferramenta, no caso a voz, pronta.

Qual é a sua relação com a natureza?
Com a vida que tenho não estou tão em contato com a natureza quanto gostaria, mas sempre que posso passo isso pro meus filhos. Toda a criança tem curiosidade em relação ao grilo, à joaninha, ao besouro, ao bicho pau… Tem esse mundo imaginário dos insetos e dos bichos. A natureza proporciona esses momentos, coisas que a gente guarda. Eu fui criado muito longe do centro, em uma zona rural. Quando era criança, andava muito no mato. A mãe fazia questão que a gente conhecesse cada erva e cada pedra, então fui criado com isso. Hoje sei o desafio que é proporcionar uma cultura desse tipo para os filhos já o mundo está muito mais voltado muito mais à máquinas e devices. Discutir a natureza hoje é até uma questão de urgência.

O que fez com que você se interessasse por esse documentário?
O programa conta bem a história dos primeiros nativos e que, muito antes deles, já havia aqui no continente uma vida muito farta. Eu digo aqui porque estou em Los Angeles. Tenho andado e viajado pelos EUA. Estou até planejando uma viagem com minha família de carro para o Grand Canyon. Queremos conhecer tudo! Há pouco tempo, eu estava em uma turnê, mas minha esposa levou as meninas para acampar com kit anti-urso, anti não sei o que… (risos) Vimos na prática como é a diferença na natureza de país pra país.

Quais os desafios de abordar esse assunto às vezes restrito a um público específico?
Manter quem está assistindo interessado no que você mostra. Acho que isso é o que os grandes narradores fazem com os documentários. Os bichos não falam. Você meio que acaba fazendo esse papel, dá toda a magia, interpreta o comportamento e a situação que o animal está vivendo. E também lidar com a parte cientifica que é um principio forte desse projeto.

Fonte

Nenhum Comentário

Deixe o seu comentário!

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

*

*

*

*