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Polícia vai apurar óbitos ocorridos na UTI desde 2006

21 de fevereiro de 2013, 09:41. Comente esta notícia!

Henry Milleo/ Gazeta do Povo; Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo; Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo / “Nós investigamos antecipação de óbito na UTI Geral do Evangélico e não eutanásia. O que ocorre quando se antecipa um óbito é homicídio.” - Paula Brisola, delegada do Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa). // “Existem indícios de autoria e materialidade [contra a médica] e, obviamente, ela não fazia isso sozinha. Todos os funcionários da UTI do hospital serão investigados.”  - Marcus Vinícius Michelotto, delegado-chefe da Polícia Civil do Paraná. // “O juiz me liberou acesso a todas as mídias e investigações feitas até o momento, porque até agora não temos conhecimento sobre a acusação.” - Elias Mattar Assad, advogado da médica acusada de homicídio qualificado.

A Polícia Civil vai investigar todas as mortes terminais ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Geral do Hospital Evangélico de Curitiba desde 2006, quando a médica Virgínia Helena Soares de Souza se tornou chefe do setor. Segundo o Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa), há suspeitas de que pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) tiveram suas vidas abreviadas por decisão da médica.

Além de Virgínia, detida em caráter provisório desde segunda-feira, todos os funcionários que atuavam na UTI serão investigados. “A investigação tem cerca de um ano, mas os fatos podem estar acontecendo há mais tempo”, afirmou a delegada do Nucrisa, Paula Brisola. A médica deve ser indiciada por homicídio qualificado, sem chances de defesa das vítimas.

Em entrevista coletiva ontem, a delegada esclareceu que o caso não é uma suspeita de eutanásia – quando a morte é antecipada por pedido do paciente ou da vítima, prática vedada no Brasil. “Investigamos antecipação de óbito na UTI Geral. Não falamos em eutanásia. O que ocorre quando se antecipa um óbito é homicídio.”

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