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Plano emergencial tira poderes de Petraglia

22 de janeiro de 2014, 10:22. Comente esta notícia!

O plano emergencial para manter Curitiba como sede da Copa 2014 foi idealizado pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Pro­­cesso iniciado na quarta-feira passada, quando o consultor de estádios da entidade, Charles Botta, visitou a Arena e constatou o ritmo lento das obras, especialmente prejudicado naquele dia por causa de um temporal.

Ele recomendou um in­­cre­­mento de 50% no núme­­ro de operários, hipótese inicial­­mente rechaçada pelo Atlético. Após deixar Curitiba, Botta entrou em contato com Valcke. Relatou a situação da obra e o risco iminente de o estádio não ficar pronto para o Mundial. Valcke procurou Rebelo e cobrou providências. Com base no relatório do consultor, definiram os três pontos que deveriam ser implementados para acelerar a conclusão do estádio e manter a cidade no torneio. “O relatório foi tão forte que tivemos de fazer reuniões e tomar decisões de emergência”, admitiu Valcke, ontem, em entrevista coletiva.

Com Rebelo em Brasília para receber o novo presiden­­te do Comitê Olímpico Inter­­nacional (COI) na companhia da presidente Dilma Rousseff, coube ao secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, dar andamento ao plano. Na segunda-feira, ele teve uma reunião com o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, e outra com o governador do estado, Beto Richa, para ajustar as principais diretrizes.

Ontem pela manhã, sentaram-se à mesa Fernandes, Fruet, Richa, o coordenador-geral de Copa no Paraná, Mario Celso Cunha, o secre­­tário municipal de Copa, Re­­ginaldo Cordeiro, o secretário estadual do Planejamento, Cassio Taniguchi, e o chefe de gabinete do governador, Deonilson Roldo.

No encontro, ficou definido um discurso único a ser apresentado para Valcke. O grupo também já tinha a informação de que o presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, concordaria com os três pontos do plano.

Foi exatamente o que aconteceu. Petraglia recebeu a comitiva de Valcke, Fruet e Richa na Arena por volta das 12 horas. O secretário-geral da Fifa deu uma rápida olhada no canteiro e seguiu para a reunião com os representantes do estado, da prefeitura, do governo federal e do Atlético. Cobrou duramente o clube pela lentidão e criticou o modelo de gestão da obra, independente de grandes construtoras, com a atuação de pequenas e médias empresas.

“Mantido o ritmo atual das obras, o estádio não ficará pronto com a qualidade e os requisitos necessários para a Copa de 2014. É uma constatação de todos os envolvidos”, afirmou Fernandes. “O Petraglia concordou com todos os itens colocados. Sabemos todos o que representa, seria uma catástrofe a retirada da sede de Curitiba”, reforçou Cunha.

A eficiência do pacote anunciado ontem não será medida pessoalmente por Valcke. O dirigente da Fifa pretende voltar a Curitiba somente para a inauguração do estádio, caso fique pronto a tempo. Ao menos no discurso, ele mostrou otimismo de que o plano concebido em conjunto com Rebelo será bem-sucedido.

“Acredito que as medidas vão nos permitir conservar Curitiba como cidade-sede. Será um parto difícil, mas teremos um belo bebê”, disse, arrancando as únicas risadas da tensa visita.

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