New York Times elogia Ivete Sangalo: ‘Ousada, atrevida’

Ivete Sangalo foi destaque no caderno de entretenimento de sexta, 16, do jornal “New York Times”. A cantora se apresentou no mesmo dia em Lynn, no estado de Indiana, nos Estados Unidos. “Se Ivete Sangalo fosse um cantor americano, em vez de ser a vocalista feminina mais popular no Brasil, ela poderia, sem dúvida, ser descrita como um belter (cantora de voz marcante, como as cantoras de blues). No palco, ela é ousada, atrevida e barulhenta, e faz parte de uma linhagem que inclui Tina Turner, Janis Joplin e Bette Midler”, diz o jornal.

“Ser capaz de entreter as pessoas é um triunfo, mas o engraçado é que eu nunca sonhei em ser cantora quando criança”, disse Ivete à publicação. “Eu brincava de ser atriz, até que comecei a ir ao Carnaval ainda adolescente e ouvi toda aquela música alta, alegre e estridente dos trio-elétricos e disse a mim mesmo que não tinha nada que eu gostaria mais de fazer do que aquilo”. A entrevista foi concedida por Ivete em um hotel de Manhattan.

“A senhora Sangalo (pronuncia-se San-gahl-oh) é o principal expoente de um estilo alegre e muitas vezes estridente conhecido como axé music, que combina uma variedade de influências brasileiras e estrangeiras em uma mistura de altos decibéis, que lembra o que é ouvido no carnaval. Samba e reggae são as fontes mais óbvias, mas rock, soul e música caribenha, como como salsa e merengue, assim como ritmos regionais locais, também entram no mix”, diz o jornal.

A publicação segue descrevendo Ivete como artista que “já vendeu mais de 15 milhões de discos como artista solo, é considerada pela imprensa brasileira como a performer em atividade mais bem paga do país, ganhando até US$ 500.000 por show, tem 8,5 milhões de seguidores no Twitter, e dirige sua própria empresa de produção”.

Carreira Internacional
O “NYT” também fala da carreira internacional de Ivete. “Não está claro, nem mesmo para ela, se ela quer seguir os passos de alguém como Shakira, a cantora colombiana que alterna entre projetos em inglês e espanhol. Isso exigiria o compromisso de se ausentar de sua terra natal, que vive um boom econômico – pesquisas mostram que atualmente 50 milhões de pessoas se enquadram como classe média – que coincide com o início de sua carreira solo e que é a fonte de seu sucesso”.

“É uma carta na manga, deixar meu país e vir aqui por um ano para me dedicar a isso e aproveitar o que está aqui, o que é realmente bom e maravilhoso”, disse ela. “Mas o que eu tenho lá, no Brasil, também é maravilhoso, mas diferente. O que não podemos fazer é parar de cantar”, conclui Ivete.