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Morre o arquiteto Oscar Niemeyer, aos 104 anos

06 de dezembro de 2012, 10:21. 1 comentário, comente também!

Morreu, nesta quarta-feira (5), Oscar Niemeyer, aos 104 anos. O arquiteto carioca, que completaria 105 anos em 15 de dezembro, estava internado desde o dia 2 de novembro, no Hospital Samaritano, Rio de Janeiro, onde chegoou a princípio para realizar alguns exames e com quadro de desidratação.

Neste período, ele apresentou hemorragia digestiva e houve piora em sua função renal. Na terça-feira (4), uma infecção respiratória levou a uma piora no estado clínico de Niemeyer. No boletim, divulgado na tarde desta quarta-feira, as notícias não eram muito boas. Niemeyer precisou ser sedado, por conta de uma infecção respiratória, respirava com a ajuda de aparelhos e seu estado de saúde era considerado grave.

Trajetória

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares nasceu no bairro de Laranjeiras, no Rio. Formou-se em arquitetura e engenharia na Escola Nacional de Belas Artes em 1934. Trabalhou no escritório dos arquitetos Lúcio Costa e Carlos Leão, onde integrou a equipe do projeto do Ministério da Educação e Saúde.

Por indicação de Juscelino Kubitschek (1902-1976), então prefeito de Belo Horizonte, Niemeyer projetou, no início dos anos 1940, o Conjunto da Pampulha, que se tornaria uma de suas obras brasileiras mais conhecidas.

Era casado com Anita Baldo, com quem teve apenas uma filha, Anna Maria Niemeyer, que morreu no dia 06 de junho passado, aos 82 anos. Ele deixa cinco netos, treze bisnetos e quatro trinetos

Grandes Projetos

Seus trabalhos mais conhecidos são os edifícios públicos que projetou para a cidade de Brasília.

Autor do Hotel e Casino Pestana  inaugurado em 1976 no Funchal –  o seu único projeto em Portugal -, o arquiteto não entrou para a história somente pelos emblemáticos edifícios de Brasília,  como a catedral da capital brasileira,  o Palácio do Planalto e o Palácio da Alvorada, edifício identificado pela forma dos pilares da fachada que deu origem ao símbolo e emblema da cidade, presente no brasão do Distrito Federal e Congresso Nacional. Assinou mais de 600 obras de referência em quase todo o mundo, tendo sido o autor, junto com Le Corbusier, do projeto da sede da ONU, nos EUA.

Prêmio Prtizker de Arquitetura 1988, Prêmio Príncipe das Astúrias de 1989, Prêmio Leão de Ouro da Bienal de Veneza/VI Mostra Internacional de Arquitetura 1996,  Medalha de Ouro do RIBA ( Royal Institute of British Architects) 1998, Prémio Unesco 2001 na categoria Cultura, Oscar Niemeyer recebeu ainda, entre muitas outras distinções no Brasil e no estrangeiro, o título de Grande Oficial da Ordem do Mérito Docente e Cultura Gabriela Mistral, do Ministério da Educação do Chile (2001) e o Prémio ALBA das Artes, Venezuela, Cuba, Bolívia e Nicarágua.

Era um dos “100 maiores génios vivos”, ocupando o 9º lugar na lista de 2007 da empresa de consultoria global Syntetics.

Entre suas mais de 600 obras destacam-se o Conjunto Arquitetônico da Pampulha (Belo Horizonte), A Igreja de São Francisco de Assis (Belo Horizonte), Cataguases, a Sede das Nações Unidas, o Banco Boavista, Parque do Ibirapuera  (com pavilhões de exposições em homenagem ao aniversário de 400 anos da cidade), inaugurado 21 de agosto de 1954, Edifício Copan (São Paulo), Palácio da Alvorada e Palácio do Planalto, ambos em Brasília, entre outros.

Fonte

1 Comentário

  1. Eliane Ricardo de Carvalho Modesto disse:

    As minhas singelas homenagens a nosso verdadeiro arquiteto, descanse em paz.

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