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Marlon & Maicon preparam CD novo

16 de janeiro de 2014, 09:55. 1 comentário, comente também!

Marlon, 36 anos, e Maicon, 34, estão prestes a lançar Pra Cima, o décimo primeiro disco da dupla, e provaram que não têm medo de se arriscar. Eles, que já foram rotulados como apenas rostos bonitos que derretiam as fãs por todo o Brasil, decidiram seguir o fluxo e se renderam ao sertanejo universitário. Para quem vê a adaptação como algo negativo, eles explicam. “O povo gosta do que é novo e nós cantamos para o povo”, afirma Marlon.

E a mudança não está apenas na batida, mas também nas vozes. Marlon, que fazia mais a segunda voz, assume a liderança dos vocais na maioria das canções. “Queremos meio que ter duas versões em uma única dupla”, diz Maicon. QUEM conversou com os irmãos, que consideram satisfatória a recepção do novo estilo e falaram não só sobre o mais recente trabalho, mas também sobre o assédio: a dupla é modesta quanto ao título de “a mais bonita do sertanejo”. “Não acho que somos tudo isso que você falou”, descontrai Marlon.

QUEM: Vocês são conhecidos por músicas mais voltadas para o romântico. No singleGuerreiro, há uma certa influência do funk na introdução e depois vira o famoso “sertanejo universitário”. Por que essa mudança?

Marlon: A música como em todas as outras coisas, se renova, e o principal de tudo foi que nós buscamos essa renovação. Quando ouvimos pela primeira vez o single Guerreiroqueríamos ela do jeito que ouvimos, pois gostamos dos elementos que nela existiam, e isso que é o legal, a mistura e a inovação. E por que não fazer uma coisa nova? O povo gosta do que é novo e nós cantamos para o povo.

Maicon: Realmente nós sempre fizemos hits românticos, porém o nosso show sempre foi para cima e as pessoas nos rotularam única e exclusivamente como uma dupla romântica. O único jeito de conseguirmos mostrar para o público e críticos que temos várias facetas dentro do nosso gênero foi gritar na mudança. Misturamos os ritmos, mudamos o formato de primeira e segunda voz invertendo as vozes, saímos do comum e sabemos que isso vai chocar alguns e agradar a outros. Mudanças são bem-vindas quando tem um porquê e para quê.

QUEM: As canções do “novo sertanejo” tocam em assuntos como sensualidade e bebidas, isso não faz com que o sertanejo perca a identidade? Ou são letras que funcionam como uma válvula de escape pros ouvintes?

Marlon: Sabe qual a vantagem de ser sertanejo? Nunca paramos no tempo. Antigamente tínhamos muito preconceito porque falávamos de amor, de dor de cotovelo, de ser corno e etc. E sempre seremos criticados por usar outras linguagens ou fugir daquilo que é “sertanejo”, mas posso apostar que somos os que mais evoluíram e inovaram na música. Sempre com grandes parcerias musicais tanto nacionais como internacionais, recorde de públicos em shows, em venda de CD´s, em direitos autorais, então isso não pode ser um estilo “sem identidade”. Hoje as pessoas amam sertanejo, justamente por nos adaptarmos ao público sempre. O sertanejo não é música pra crítico ouvir e sim o povo.

Maicon: Os artistas fazem o que o povo consome e pede. Nada disso seria um sucesso se não vendesse. As vezes lutamos por alguns conceitos que temos, mas nossa força estremece quando percebemos que nosso público quer ouvir certos temas. Fazemos por eles e pra eles. Nossa vontade cai por terra quando contraria a vontade dos nossos fãs. Eles escolhem o que fazemos.

QUEM: Vocês podem explicar o conceito de Pra Cima?

Marlon: Sempre que se falava no nosso nome as pessoas associavam ao romantismo e automaticamente achavam que o show também seria assim. Esse título vem justamente para acabar de vez com essa dúvida. O CD é para cima, o show é para cima. Por isso usamos esse nome.

Maicon: ‘Pra cima’ é um termo que achamos para mostrar nosso lado musical mais alegre, despojado, engraçado e com batidas diferente do que já foi sucesso da nossa dupla. Sempre gravamos músicas assim, mas prevaleceu as românticas. Agora fizemos um trabalho voltado única e exclusivamente para esse objetivo.

QUEM: O quão importante é para um artista se adaptar ao mercado?

Marlon: Vou usar um exemplo simples: há uns 10 anos eu tinha um celular Star Tac lembra? Eu poderia ficar com ele até hoje que, com certeza ligar, e mandar mensagem ele conseguiria. Imagina hoje ele disputando com smartphones de última geração? Totalmente fora de mercado. Ou seja, as empresas (como a gente) têm de se adaptar às necessidades do cliente e a gente ao público. Se reinventar, como nós para os fãs. Com nossa sonoridade, composição, shows, acesso as pessoas e etc.

Maicon: Adaptar-se ao mercado é uma necessidade de continuidade de um projeto e um sonho. O mercado muda de um ano para o outro e espera por novidade. Quem não entrar no que o público quer fica pra trás e corre o risco de cair rapidamente no ostracismo.

QUEM: Com tanto tempo de carreira e prestes a lançar o 11º disco, o que mudou em vocês enquanto artistas?

Marlon: Além dos cabelos brancos? Acho que muita coisa muda não só como artista mas como homem. A estrada traz muita experiência, o palco muito contato com o público e acima de tudo a Internet aproximou mais o ídolo do ƒã.
Quando se é jovem com 20 anos você quer descobrir o mundo. Hoje com quase 40 queremos construir uma história de sucesso e admiração, deixando um legado aos nossos filhos e outros artistas que virão e lhe terão como espelho.

Maicon: Mudou muita coisa, a começar pela idade (risos). Aprendemos todos os dias com o q fazemos, ouvimos e cantamos.  Cada trabalho uma resposta do público e cada quebra de paradigma que criamos inconscientemente, uma reação diferente de nós mesmos. Somos mais maleáveis e prontos para toda mudança de mercado. A estrada e a luta pelo que achávamos correto nos fez ver que o melhor para nossa carreira é ouvir o que o público espera de nós como cantores.

QUEM: Podemos esperar algo mais romântico no novo disco?

Marlon: Nunca deixaremos de cantar o romantismo, até porque isso está na nossa veia musical. O romantismo nunca cairá de moda. Porém o próximo CD será para cima mesmo.

Maicon: No próximo CD, queremos fazer somente isso para que as pessoas conheçam bem nosso lado alegre e deixem de lado momentaneamente essa marca romântica que está impregnada na nossa essência aos olhos de todos.

QUEM: Por que vocês decidiram trocar a primeira voz em algumas músicas neste álbum?

Marlon: Uma das adaptações e mudanças que fizemos foi eu fazer a primeira voz e o Maicon a segunda. Sempre fazia uma ou duas nos outros discos, mas nesse novo farei muitas de primeira voz, agora se tratando de música romântica a voz do Maicon é inconfundível e ele fara sempre a primeira até porque nem vai combinar com a minha.

Maicon: Nosso objetivo era mostrar q nossa dupla vai muito além de uma primeira e segunda voz, de uma dupla romântica como única característica, de mostrar pro público um lado B nosso com um perfil diferente do que o habitual assimilado pelo público. Queremos meio que ter duas versões em uma única dupla, sendo que temos muito mais do que essas duas versões que estamos nos referindo…

QUEM: Vocês já foram considerados a dupla sertaneja mais bonita. Provavelmente sofrem bastante assédio do público feminino. Como lidam com isso?

Marlon: Lidamos bem com o assédio e não acho que somos tudo isso que você falou.
No começo sofríamos o preconceito por termos um olho azul. Acho que depois a gente foi provando com o passar do tempo que isso ficou secundário.

Maicon: Lidamos com tudo isso de boa, tanto os olhares preconceituosos que colocam à prova nosso talento por termos os olhos claros quanto os bons olhares de quem vê isso como uma maneira de prestigiar esse atributo nos lançando algo carinhoso.

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1 Comentário

  1. Andreia disse:

    Nao vejo a hora de ter esse cd nas mãos…Marlon e Maicon BOM DEMAIS

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