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Há um ano o país parou para o último capítulo de “Avenida Brasil”

21 de outubro de 2013, 10:42. Tags: . Comente esta notícia!

Carminha, Tufão, Nina, Nilo, Mãe Lucinda, Max e sua trupe foram os responsáveis por manter o público sintonizado na trama de João Emanuel Carneiro por sete meses seguidos, gerando muito buchicho nas redes sociais e estabelecendo novos caminhos para a audiência: a “Social TV” une televisão e a necessidade do público de se expressar através das redes sociais, como uma maneira moderna e imediata da antiga prática de se comentar com o vizinho o capítulo de ontem da novela. Seguramente, foi a primeira vez que se acompanhou com afinco uma novela com um olho na tela da TV e outro na tela do computador (a “Segunda Tela”).

Dois motivos justificam essa lembrança. A última vez que a televisão brasileira fez o país parar para um último capítulo de novela foi em janeiro de 1989, com “Vale Tudo”. É claro que outros “últimos capítulos” também geraram grande repercussão e movimentação (como “A Próxima Vítima”, “O Clone”, “Celebridade”, “Senhora do Destino”, e outras), mas não na mesma proporção de “Avenida Brasil”. Serão necessários mais 24 anos para isso voltar a ocorrer? Provavelmente não, já que a forma de assistir TV está mudando muito mais rapidamente do que o ocorrido nos últimos 24 anos.

O outro motivo é que “Avenida Brasil” é um raro exemplo de sucesso que uniu público e crítica, independente de números de Ibope. Só para ficar nesta década, podemos citar “Fina Estampa”, êxito de audiência, mas alvo de muitas críticas. “Salve Jorge”, que substituiu “Avenida Brasil”, era metralhada diariamente, tanto pela crítica quanto pelo público. E “Amor À Vida” é um bom exemplo de repercussão negativa.

Vale uma reflexão
Toda novela tem incoerências e furos de roteiro, inclusive “Avenida Brasil” (“um pendrive para Nina”). Sacrificar a coerência em nome da liberdade de criação é inerente ao formato telenovela, mas incoerência para justificar furo de roteiro é inaceitável. A diferença está na dosagem. Uma linha tênue separa a incoerência aceitável do absurdo. Também vai depender muito da vontade do público em embarcar naquela história e aceitar a “viagem” do autor ou não. Às vezes, é preciso voar – como diria Glória Perez.

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