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Funeral de Mandela deverá durar 12 dias

06 de dezembro de 2013, 10:52. Tags: . Comente esta notícia!

A morte do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela será marcada por um dos maiores e mais vistos funerais já organizados no mundo. De acordo com documento acessado pelo jornal britânico The Guardian, o funeral deverá durar 12 dias, e ter as mesmas proporções do de papa João Paulo II em 2005, que atraiu cinco reis, seis rainhas e 70 presidentes e primeiros-ministros, bem como de dois milhões de fiéis. Um funeral de Estado deverá ser realizado em 14 de dezembro, segundo a BBC.

Tudo isso será acompanhado por um planejamento de segurança sem precedentes para a África do Sul no momento em que o país mergulha no luto pela perda de sua figura paterna. Centenas de pessoas passaram a noite de quinta-feira (5) e a madrugada de sexta-feira (6) cantando e dançando diante da casa de Nelson Mandela, em Joanesburgo, embora o corpo do ex-presidente tenha sido transferido para um hospital militar em Pretória.

Livros de condolências foram abertos em prédios públicos na África do Sul e nas embaixadas do país em todo o mundo. O luto oficial deverá começar na segunda-feira (9), com uma cerimônia no estádio Soccer City, Joanesburgo, o mesmo que recebeu a final da Copa do Mundo de 2010.

O maior símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul e Prêmio Nobel da Paz por seus esforços contra o racismo morreu na quinta-feira em sua casa em Johannesburgo. Nelson Mandela tinha 95 anos, sofria de uma grave infecção respiratória e estava sendo mantido sob cuidados médicos. Ele esteve hospitalizado de 8 de junho a 1º de setembro com um quadro de infecção pulmonar e outras complicações. Dois dias antes, a filha mais velha, Makaziwe, afirmou que o ex-presidente da África do Sul permanecia “muito forte e valente”, mesmo estando em seu leito de morte.

Mandela, primeiro presidente negro do país e um ícone antiapartheid, emergiu após 27 anos das prisões do regime para ajudar a guiar o país a superar o derramamento de sangue e alcançar a democracia.

Líder negro passou 27 anos preso e incomunicável

Mandela foi preso em 5 de agosto de 1962 e condenado à prisão perpétua por sabotagem contra o governo, em 12 de junho de 1964. Quando foi preso, em 1962, Mandela estava casado pela segunda vez com a militante Winnie Madikizela, que conheceu nas reuniões do Conselho Nacional Africano (CNA), em 1956, quando ainda vivia com Evelyn Ntoko Mase. Casaram-se em 1958 e tiveram duas filhas. Incomunicável durante 27 anos, Mandela deve a Winnie o início do movimento de luta por sua libertação. Não assistiu ao processo de mitificação de seu nome. Winnie sofreu inúmeras represálias. Foi presa e ameaçada, além de processada por envolvimento em atos radicais. No final da década de 80, Mandela era o preso político mais famoso do mundo.

Saúde frágil

Mandela teve vários problemas de saúde durante a vida e contraiu tuberculose durante seu longo período na prisão. Seus problemas de saúde fizeram com que ele decidisse se aposentar após cumprir o mandato presidencial de cinco anos. Apesar disso, ele se manteve como importante ator da política internacional até 2004, quando decidiu se retirar da vida pública.

Em 1985, ele passou por uma cirurgia por causa do aumento do volume da próstata e em 2001 foi diagnosticado um câncer no mesmo órgão, mas ele superou a doença após sete semanas de radioterapia.

Os problemas respiratórios intensificaram-se nos últimos anos. Mandela foi internado em janeiro de 2011 em um hospital de Johanesburgo. Autoridades disseram inicialmente que ele passaria por exames de rotina, mas foi revelado depois que ele sofria de uma séria infecção respiratória. O caos provocado pelos jornalistas e curiosos que entravam nas alas o hospital público onde ele estava internado fez com que o Exército sul-africano assumisse a responsabilidade pelos cuidados médicos do ex-presidente e o governo se tornasse responsável pelo controle das informações a respeito de sua saúde.

Em fevereiro de 2012, Mandela passou a noite em um hospital para diagnosticar as causas de persistentes dores abdominais. Em 8 de dezembro do mesmo ano, o presidente sul-africano Jacob Zuma informou que Mandela havia dado entrada num hospital militar de Pretória, a capital executiva do país, para exames de rotina, mas dias mais tarde foi revelado que ele estava com infecção pulmonar.

Em dezembro do mesmo ano, outra infecção pulmonar levou Mandela ao hospital, onde passou três semanas internado. O ex-presidente teve alta em 28 de dezembro e foi liberado pelos médicos para terminar o tratamento em casa. Logo após, o presidente Jacob Zuma chegou a pedir aos sul-africanos que rezassem por Mandela. Dias depois, o gabinete da presidência africana divulgou comunicado informando que o Nobel da Paz havia passado por uma cirurgia para remover cálculos biliares, e que havia se recuperado do procedimento cirúrgico e também da infecção pulmonar. Foi a internação mais longa de Mandela desde que foi libertado da prisão, em 1990.

Em abril de 2013, Mandela recebeu alta do hospital após uma internação de dez dias, a terceira em cinco meses, devido à recorrente infecção pulmonar. No entanto, um vídeo divulgado por uma rede de televisão da África do Sul mostrou o ex-presidente em uma poltrona, com sua cabeça sobre um travesseiro e suas pernas estendidas e cobertas por um lençol, com aspecto cinza e sério. Suas bochechas mostravam marcas do que parecia ser uma máscara de oxigênio removida recentemente.

Mandela voltou a apresentar problemas respiratórios e em 8 de junho voltou a um hospital de Pretória para tratamento de uma infecção pulmonar recorrente. Desde então, o estado de saúde do ex-presidente sul-africano e prêmio Nobel da Paz se tornou cada vez mais crítico.

A última aparição pública de Nelson Mandela foi na final da Copa do Mundo de Futebol, em junho de 2010.

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