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Custo do transporte chega a R$ 3 por passageiro

13 de fevereiro de 2013, 10:33. Comente esta notícia!

O custo do sistema de transporte coletivo de Curitiba pode chegar a R$ 3 por passageiro.

Uma projeção simples sobre a tabela de insumos mostra que a tarifa técnica deve chegar a R$ 2,99, um aumento de R$ 0,10 em relação ao valor atual – levando em conta apenas o reajuste do diesel, de 5,4% nas refinarias, e a correção mínima do salário dos trabalhadores, que deve ficar em torno de 6% de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O cálculo não leva em consideração elevações de outros custos, como pneus, nem de tributos, mas não fica longe da projeção feita pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Re­gião Metropolitana (Setransp) no ano passado, que indicava um custo mínimo de R$ 3,10.

Esse reajuste no custo do sistema pode aumentar o déficit da Urbanização de Curitiba (Urbs), caso a tarifa técnica continue superior ao valor cobrado dos usuários e não haja mais subsídios do governo estadual nem meios alternativos de arrecadar dinheiro com o sistema. Em 2012, o valor pago pelo usuário foi reajustado uma vez: passou de R$ 2,50 para R$ 2,60 em março. Em compensação, o valor da tarifa técnica – que representa o custo real do sistema – subiu três vezes: em março era de R$ 2,78, mas passou para R$ 2,87 em agosto, em um reajuste determinado pela Justiça, e fechou o ano em R$ 2,89.

Soluções

Criação de uma frota pública é opção para diminuir custos

Os gastos com combustível e pessoal equivalem a 57% do custo da tarifa técnica em Curitiba. Invariavelmente, esses insumos sofrerão reajustes todos os anos, o que faz com que o custo total do sistema sempre aumente. Para equacionar esses gastos, especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo sugerem algumas soluções que podem ser adotas pela Urbs e prefeitura de Curitiba.

Para o engenheiro e ex-diretor de Planejamento e Engenharia da Urbs João Carlos Cascaes, é fundamental haver um plano diretor de transporte, mas há custos do atual sistema que podem ser reduzidos. Para ele, a taxa de administração que é cobrada atualmente poderia ser zerada, mas a medida é dificultada pelo fato de a Urbs ser uma empresa de economia mista.

 Leia na Íntegra na Gazeta do Povo

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