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Copa em Curitiba chega à hora da verdade

21 de janeiro de 2014, 10:38. Comente esta notícia!

Orçamento e data da inauguração. Os dois maiores mistérios sobre a Arena da Baixada terão de ser desvendados hoje, para que Curitiba possa receber os quatro jogos da primeira fase da Copa do Mundo indicados no sorteio dos grupos, em dezembro. São as respostas que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, buscará na sua visita de pouco menos de cinco horas à cidade. Um ultimato da dona do Mundial à mais problemática subsede.

“É uma pressão necessária para que as coisas se ajustem e o estádio fique pronto no prazo. Estamos a poucos meses da Copa e não temos o orçamento e o cronograma definitivos. É um projeto que tem problemas desde o início”, afirmou o prefeito Gustavo Fruet, ontem, à Gazeta do Povo.

Fruet estará diante de Valcke e da comitiva por volta das 12h50, na Arena da Bai­­xada. Também estarão na mesa o governador Beto Ri­­cha, o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, e o presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia. Nesse encontro, o dirigente rubro-negro apresentará o orçamento final da obra.

Em reuniões separadas com Fernandes, ontem, Fruet e Richa avisaram que o valor deve ser acima dos atuais R$ 264,5 milhões. O Atlético trabalhou no ajuste do cronograma financeiro, que até o início da noite não havia sido passado nem mesmo para a Fomento Paraná, intermediária dos empréstimos para o pagamento da obra. A nova programação será auditada pela PricewaterhouseCoopers e deve chegar às mãos do governo estadual e da prefeitura somente na hora do encontro com Valcke.

Na sexta-feira, em uma reunião entre Atlético, estado e município, foi colocado na mesa um acréscimo de R$ 15 milhões, que ainda pode ser maior. A definição sobre quem pagará a diferença é um dos pontos-chaves a ser apresentados para Valcke. “Qualquer nova liberação de dinheiro implica em mudança de legislação”, diz Fruet, indicando um caminho longo demais para um estádio que tem de ser entregue à Fifa no dia 22 de maio.

Outras opções seriam recorrer à linha de crédito para os estádios do BNDES – a Arena usou apenas de R$ 131 milhões dos R$ 400 milhões a que teria direito por este programa – ou à Fomento Paraná. Nos dois casos, o clube teria de apresentar garantias para o financiamento. O CT do Caju e créditos de potencial construtivo já estão sendo usados com este fim. Na sexta-feira, o clube entregou na Fomento os contratos de televisão até 2018 para poder receber os R$ 39 milhões ainda retidos do terceiro empréstimo. Este valor deve entrar no caixa rubro-negro ainda nesta semana.

O novo orçamento contemplará o aumento no número de operários recomendado pela Fifa. Na semana passada, o consultor de estádios da entidade, Charles Botta, sugeriu que o canteiro passasse de 1.000 para 1.500 trabalhadores como única maneira de entregar a Baixada a tempo.

Mesmo com o incremento na força de trabalho, devem ser apresentadas novas datas para o evento-teste (hoje, previsto para a última semana de fevereiro) e inauguração oficial (marcada para 26 de março). O mais provável é que a abertura da Arena fique para abril.

“O prazo não é o problema. O importante é que o estádio esteja pronto para a Copa”, disse Fruet, que descarta, ao menos oficialmente, o risco de Curitiba ser excluída. “Não é motivo de preocupação a esse ponto. Imagine o prejuízo que seria para a própria Fifa tomar uma decisão dessas a essa altura. O estádio estará em condições plenas para a Copa”, confia o prefeito. Uma confiança que Valcke só terá ao decolar no Aeroporto Afonso Pena se os dois maiores mistérios da Arena forem desvendados de forma convincente.

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