Chegada do outono amplia casos de conjuntivite

16/04/2018 às 08:17. Comente esta notícia!

Ambientes mais fechados e falta de ventilação favorecem a contaminação. Especialista dá dicas para evitar a doença

Foto: Wikimedia Commons

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É comum o aumento no número de casos de conjuntivite com a chegada do outono, que começou nesta terça-feira (20). A proliferação de microorganismos, por causa das folhas caídas, aliada a ambientes mais fechados devido às quedas nas temperaturas, causam este aumento, de acordo com o oftalmologista Marco Canto.

Segundo o especialista, o comportamento das pessoas nesta época do ano contribui para a maior disseminação da conjuntivite. “A falta de ventilação nos ambientes e a aglomeração das pessoas provocam uma maior quantidade de componentes no ar, ocasionando sensibilidade nos olhos. E isso facilita a transmissão de doenças”, explicou.

A conjuntivite bacteriana é causada por vírus ou bactérias que provocam a inflamação da conjuntiva, membrana que reveste a parte branca do olho e a superfície interna das pálpebras. Os sintomas costumam incluir coceira, lacrimejamento, olhos vermelhos, secreção e sensibilidade à luz. Já na conjuntivite viral, há muita sensibilidade à luz, lacrimejamento, olhos vermelhos e inchados, podendo haver lesão corneana.

Pacientes que sofrem com rinite, tosse alérgica, asma ou dermatites costumam ter a conjuntivite alérgica. Este tipo é cusado por uma reação de hipersensibilidade a um agente específico, uma substância estranha ao organismo. Podem ser causadas por qualquer coisa, desde poeira e ácaros a componentes de plantas. A conjuntivite alérgica não é transmissível como as conjuntivites bacteriana ou viral, quando é recomendado não frequentar lugares públicos, não compartilhar objetos pessoais como toalhas, fronhas e maquiagens e evitar cumprimentar pessoas, além de sempre lavar bem as mãos.

O tratamento é feito com colírios, que devem ser recomendados por um médico oftalmologista. “Nenhum colírio deve ser utilizado sem orientação médica, principalmente corticoides, que podem ter como efeito colateral o aumento da pressão ocular e o desenvolvimento de catarata”, ressaltou o oftalmologista. Para aliviar o desconforto e a coceira, a orientação é fazer compressas geladas, descartando a gaze ou algodão no lixo logo após o uso, para evitar a contaminação.

Medidas para evitar a conjuntivite

Para evitar a contaminação e transmissão da doença, oftalmologistas orientam sobre os cuidados possíveis no dia a dia.

– Mantenha a casa limpa e arejada. Para isso, procure usar aspirador de pó em vez de vassouras e utilize um pano úmido para retirar o pó.

– Procure lavar com mais frequência casacos, roupas, lençóis, travesseiros, almofadas, cortinas e tapetes, principalmente, aqueles que ficaram guardados no armário por muito tempo.

– Faça uma limpeza semanal em aparelhos de ar-condicionado e aquecedores.

– Tente evitar ambientes com muita poeira ou fumaça.

– As pessoas alérgicas devem tentar evitar a causa das alergias, que podem ser o contato com uma planta, poeira, algum produto de limpeza, cremes, entre outras substâncias.

– Evite contato com pessoas que estejam com conjuntivite.

– Caso esteja com conjuntivite, não compartilhe fronhas e toalhas de rosto. Não cumprimente as pessoas com beijo, abraços ou apertos de mão enquanto estiver com a doença.

– Lave sempre bem as mãos.

– Não coce ou leve as mãos nos olhos.

Via: Tribuna do Paraná